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A Imagem da Mulher na Música Popular Brasileira

Nesta quarta-feira (14), (Ontem -"grifo meu que só fiquei sabendo hoje - quinta-feira dia 15" )às 19h, o Museu de Arte Popular – MAP, vinculado à Fundação de Cultura Cidade do Recife, realiza mais uma rodada de conversas sobre literatura de cordel, dentro da série Diálogos. Desta vez, o mote do debate do projeto Teia de Cordéis é a trajetória das mulheres dentro do contexto da poesia popular, muito marcado pela sociedade patriarcal e machista. O tema ainda dialoga com a 5º Primavera dos Museus, que este ano debaterá “Mulheres, Museus e Memórias”. Com o título Mulheres em Cantos e Versos, o bate-papo acontece no Centro Cultural dos Correios.
O encontro tem como convidadas a pesquisadora doutora em História, Ângela Grillo (UFRPE) e as cordelistas Susana Morais e Mariane Bigio, integrantes do grupo Vozes Femininas. As debatedoras irão abordar a trajetória das mulheres dentro da produção cordelista nacional e as estratégias adotadas para driblar a invisibilidade social, diante da hegemonia masculina na construção de representações sobre o gênero feminino e a dificuldade de acesso das mulheres ao consumo e a produção literária.
Serviço:
Diálogos IV… - Tema: Mulheres em Cantos e Versos, com Ângela Grillo, Susana Morais e Mariane Bigio
14 de setembro (quarta-feira), às 19h
Centro Cultural dos Correios: Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife
Informações: 81 3355-3110
BREVE PERFIL DAS PARTICIPANTES:
Susana Morais | Poeta cordelista, oficineira de poesia popular, recitadora. Graduada em História pela Universidade de Pernambuco. Integrante e uma das fundadoras da Unicordel – União dos Cordelistas de Pernambuco. Integrante do grupo Vozes Femininas, composto por Cida Pedrosa, Mariane Bigio e Silvana Menezes, que se apresenta de forma profissional em vários eventos no Recife e outras cidades de Pernambuco. É autora dos cordéis “Presença Feminina na vida e obra do Rei do Baião”, “Sombras do Cangaço ou A Versão de Maria Bonita”, entre outros.
Mariane Bigio | Formada em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Locutora, repórter, produtora, montadora e diretora, poeta e declamadora no grupo Vozes Femininas. Membro da UNICORDEL (União dos Cordelistas de Pernambuco). Em 2009, dirigiu e montou o videopoema experimental Corpo Urb que trata sobre os conflitos interiores de uma mulher angustiada frente a sua “urbe” caotizada.
Angela Grillo | Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense e École des Hautes Études em Sciences Sociales em Paris, França. Professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco atuando na Graduação, Especialização e no Mestrado de História. Pesquisadora na área de História Cultural, História das Mulheres, Cultura Popular e Literatura de Cordel. É autora de trabalhos como “A Arte do Povo: histórias na literatura do cordel (1900/1940)”, “Evas ou Marias? As mulheres na literatura de cordel: preconceitos e estereótipos”, entre outros.
Notícia Retirada Da Redação do Site do Deputado Luciano Siqueira.


| MUSA SEM MÁSCARA,A | |
| Autor: | Maria Aurea Santa Cruz |
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| ISBN: | 8585363533 |
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| Gênero: | Artes |
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| Editora: | Rosa dos Tempos |
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| Preço: | R$ 24,90 |
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R$ 15,00
PagSeguro: sua compra garantida ou seu dinheiro de volta.
Comprar até: 13d 21h (28/09/2011 12:37)
Negociação: Compre já
Tipo de produto: novo
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx ISBN: 8585363533
ISBN-13: 9788585363536
Livro em português
112 pág.
1ª Edição - 1992
PRODUTO ESGOTADO
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R$20,83 - 1 ofertaMaria Áurea Santa Cruz
| Editora: | Rosa dos Tempos |
|---|---|
| Ano: | 1992 |
| Edição: | 1ª |
| Páginas: | 111 |
| Peso: | 130 gr |
| Formato: | Normal |
| Capa: | Brochura |
| Conservação: | |
| Código: | 01914 |
R$ 12,00
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| Impresso Normal | R$ 3,60 |
O Preço no anúncio e referente ao impresso normal !
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| Formas de Pagamentos | |||||
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Composição:
Zé Dantas
Canta:
Luiz Gonzaga
- Oi sertão!
- Ooi!
- Sertão d' Capitão Barbino! Sertão dos caba valente...
- Tá falando com ele!...
- ...e dos caba frouxo também.
-...já num tô dento.
- Há, há, há... [risos]
- sertão das mulhé bonita...
- ôoopa
- ...e dos caba fei' também ha, ha
- ...há, há, há... [risos]
- Lula!
- Pronto patrão.
- Monte na bestinha melada e risque. Vá ligeiro buscar Samarica parteira que Juvita já tá com dô de menino.
Ah, menino! Quando eu já ia riscando, Capitão Barbino ainda deu a última instrução:
- Olha, Lula, vou cuspi no chão, hein?! Tu tem que vortá antes do cuspe secá!
Foi a maior carreira que eu dei na minha vida. A eguinha tava miada.
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri
uma cancela: nheeeiim ... pá...
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri
outra cancela: nheeeiim... pá!
Piriri piriri piriri pir... êpa !
Cancela como o diabo nesse sertão: nheeeiim... pá!
Piriri piriri piriri piriri
Um lajedo: patatac patatac patatac patatac patatac . Saí por fora !
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri
Uma lagoa, lagoão: bluu bluu, oi oi, kik' k' - a saparia tava cantando.
Aha! Ah menino! Na velocidade que eu vinha essa égua deu uma freada tão danada na beirada dessa lagoa, minha cabeça foi junto com a dela!... e o sapo gritou lá de dentro d'água:
- ói, ói, ói ele agora quaje cai!
... Sapequei a espora pro suvaco no vazi' dessa égua, ela se jogou n'água parecia uma jangada cearense: [bluu bluu, oi oi, kik' k'] Tchi, tchi, tchi.
Saí por fora.
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri
Outra cancela: nheeeiim... pá!
piriri piriri piriri piriri piriri piriri
Um rancho, rancho de pobe...
- Au au!
Cachorro de pobe, cachorro de pobe late fino...
- Tá me estranhan'o cruvina?
Era cruvina mermo. Balançô o rabo. Não sei porque cachorro de pobe tem sempre nome de peixe: é cruvina, traíra, piaba, matrinxã, baleia, piranha.
Há! Maguinho mas caçadozinh' como o diabo!
Cachorro de rico é gooordo, num caça nada, rabo grosso, só vive dormindo. Há há ... num presta prá nada, só presta prá bufar, agora o nome é bonito: é white, flike, rex, whiski, jumm.
Há! Cachorro de pobe é ximbica!
- Samarica, ooooh, Samarica parteeeeira!
Qual o quê, aquelas hora no sertão, meu fi', só responde s'a gente dê o prefixo:
- Louvado seja nosso senhor J'us Cristo!
- Para sempre seja Deus louvado.
- Samarica, é Lula... Capitão Barbino mandou vê a senhora que Dona Juvita já tá com dô de menino.
- Essas hora, Lula?
- Nesse instante, Capitão Barbino cuspiu no chão, eu tem que vortá antes do cuspe secá.
Peguei o cavalo véi de Samarica que comia no murturo ? Todo cavalo de parteira é danado prá comer no murturo, não sei porque. Botei a cela no lombo desse cavalo e acochei a cia peguei a véia joguei em riba, quase que ela imbica p'outa banda.
- Vamos s'imbora Samarica que eu tô avexado!
- Vamo fazê um negócio Lula? Meu cavalin' é mago, sua eguinha é gorda, eu vou na frente.
- Que é que há Samarica, prá gente num chegá hoje? Já viu cavalo andar na frente de égua, Samarica? Vamo s'imbora que eu tô avexado!!
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá!
Piriri tic tic piriri tic tic
bluu oi oi bluu oi, uu, uu
- ói, ói, ói ele já voltoooou!
Saí por fora.
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
Patateco teco teco, patateco teco teco, patateco teco teco
Saí por fora da pedreira
Piriri piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá !
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá !
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá!
Piriri piriri tic tic piriri tic tic
- Uu uu.
- Tá me estranhando, Nero? Capitão Barbino, Samarica chegou.
- Samarica chegou!!
Samarica sartou do cavalo véi embaixo, cumprimentou o Capitão, entrou prá camarinha, vestiu o vestido verde e amerelo, padrão nacioná, amarrou a cabeça c'um pano e foi dando as instrução:
- Acende um incenso. Boa noite, D. Juvita.
- Ai, Samarica, que dô !
- É assim mermo, minha fi'a, aproveite a dô. Chama as muié dessa casa, p'a rezá a oração de São Reimundo, que esse cristão vem ao mundo nesse instante. B'a noite, cumade Tota.
- B'a noite, Samarica.
- B'a noite, cumade Gerolina.
- B'a noite, Samarica.
- B'a noite, cumade Toinha.
- B'a noite, Samarica.
- B'a noite, cumade Zefa.
- B'a noite, Samarica.
- Vosmecês sabe a oração de São Reimundo?
- Nós sabe.
- Ah Sabe, né? Pois vão rezando aí, já viu??
[vozes rezando]
- Capitão Barbiiino! Capitão Barbino tem fumo de Arapiraca? Me dê uma capinha pr' ela mastigar. Pegue D. Juvita, mastigue essa capinha de fumo e não se incomode. É do bom! Aguenta nas oração, muié! [vozes rezando] Mastiga o fumo, D. Juvita... Capitão Barbino, tem cibola do Cabrobró?
- Ai Samarica! Cebola não, que eu espirro.
- Pois é prá espirrar mesmo minha fi'a, ajuda.
- Ui.
- Aproveite a dor, minha fi'a. Aguenta nas oração, muié. [vozes rezando] Mastigue o fumo D. Juvita.
- Capitão Barbiiino, bote uma faca fria na ponta do dedão do pé dela, bote. Mastigue o fumo, D. Juvita. Aguenta nas oração, muié. [vozes rezando alto].
- Ai Samarica, se eu soubesse que era assim, eu num tinha casado com o diabo desse véi macho.
- Pois é assim merm' minha fi'a, vosmecê casou com o vein' pensando que ela num era de nada? Agora cumpra seu dever, minha fi'a. Desde que o mundo é muundo, que a muié tem que passar por esse pedacinh'. Ai, que saudade! Aguenta nas oração, muié! [vozes rezando alto].Mastigue o fumo, D. Juvita.
- Ai, que dô!
- Aproveite a dô, minha fi'a. Dê uma garrafa pr' ela soprá, dê. Ô, muié, hein? Essa é a oração de S. Reimundo, mermo?
- É..é [muitas vozes].
- Vosmecês num sabe outra oração?
- Nós num sabe... [muitas vozes].
- Uma oração mais forte que essa, vocês num têm?
- Tem não, tem não, essa é boa [muitas vozes]
- Pois deixe comigo, deixe comigo, eu vou rezar uma oração aqui, que se ele num nascer, ele num tá nem cum diabo de num nascer: "Sant' Antoin pequenino, mansadô de burro brabo, fazei nascer esse menino, com mil e seiscentos diabo!"
[choro de criança]
- Nasceu e é menino homem!
- E é macho!
- Ah, se é menino homem, olha se é? Venha vê os documento dele! E essa voz!
Capitão Barbino foi lá detrás da porta, pegou o bacamarte que tava guardado a mais de 8 dia, chegou no terreiro, destambocou no oco do mundo, deu um tiro tão danado, que lascou o cano. Samarica dixe:
- Lascou, Capitão?
- Lascou, Samarica. É mas em redor de 7 légua, não tem fi' duma égua que num tenha escutado. Prepare aí a meladinha, ah, prepare a meladinha, que o nome do menino... é Bastião.