sábado, março 10, 2018

Como foi o Dia Internacional da Mulher de 2018 no Mundo Inteiro

Fonte:  

Uma mobilização feminista 

de alcance global


Protesto pelo Dia Internacional da Mulher 2018 

foi especialmente relevante na Espanha e 

fez muito ruído mesmo na Argentina e Turquia. 

Manifestação também teve eco na França e Itália, 

e eventos do Brasil à Arábia Saudita.

Mulheres reunidas na Plaza de Cibeles, em Madri, na Espanha.  EL PAÍS


Miles de personas se manifiestan por una de las principales avenidas de Estambul (Turquía), este jueves. GETTY IMAGES
Manifestación por el Día Internacional de la Mujer, este jueves en Londres. REUTERS
Mulheres se manifestam na avenida Paulista, em São Paulo, nesta quinta-feira. 
 (AFP)
Mulheres manifestantes, nesta quinta-feira em Buenos Aires. 
 (AFP)
Manifestação desta quinta-feira na Cidade do México. 
 (AFP)






quinta-feira, março 08, 2018

A LUTA FEMINISTA AINDA NÃO ACABOU

Nesse 8 de março, é bom lembrar que os avanços obtidos pelo feminismo não alcançam todas as mulheres da mesma forma. A maior parte das mulheres negras brasileiras ainda está muito longe das mulheres brancas em termos de renda, escolaridade, bem estar, condições de saúde e, sim, direito à vida: elas constituem cerca de 80% das mulheres assassinadas em Pernambuco. É por isso que o alerta de Ivana Driele faz completo sentido:
"Em 8 de Março de 1857 as mulheres negras ainda eram escravizadas nos EUA, Brasil, e estavam sob regime colonial na África. 
Minhas alunas são 90% negras e eu tenho OBRIGAÇÃO de dizer isso a elas. Tenho obrigação de dizer que se elas tivessem nascido em 1857 elas seriam escravas, não operárias. Amanhã o tom vai ser esse. Que todas sejamos livres do machismo, mas que aprendamos cada dia mais olhar pra NOSSA história sem peso do eurocentrismo."

Foto do livro Mulheres Negras do Brasil, de Schuma Schumaher e Èrico Vital Brasil. 2007.

quarta-feira, março 07, 2018

Protagonismo da Mulher na Literatura: Joyce Carol Oates

Joyce Carol Oates - considerada por sua obra romancista feminista, nasceu em 1938, na pequena comunidade rural de Millesport, a norte da cidade de Bufallo, estado de Nova Iorque. Filha de um designer de objetos em metal e de uma doméstica com ascendência húngara.  Cresceu também na companhia da avó paterna, Blanche, cujas biografia e ascendência judaica serviram de base para o romance A Filha do Coveiro (JCO diz não conseguir lê-lo, sem ficar com os olhos cheios de lágrimas!). Decidiu a publicar seus romances - que já escrevia muitos anos atrás - aos 25 anos anos e estreou-se como escritora, com o livro de contos By the North Gate. Na sua obra futura, permaneceriam sempre latentes as memórias familiares e a infância (pobre, mas feliz; a minha escrita teria sido completamente diferente, se eu tivesse uma origem urbana ou de classe média-alta)Como já a sua mãe o fizera. Joyce estudou na pequena sala de aulas da comunidade, dirigida por uma professora «heroica, uma espécie de amazonas». Depois, tornou-se o primeiro elemento da família a completar o liceu e uma licenciatura (na Universidade de Wisconsin).  Publicou mais de 40 romances em nome próprio, oito como Rosamond Smith, três como Lauren Kelly, 11 novelas, 36 antologias de contos, 14 livros de ensaio, nove de teatro, nove infanto-juvenis e oito de poesia. 
Desde sempre, tudo o que Joyce Carol Oates escreve suscita, em simultâneo, os entusiasmos mais efusivos e as críticas mais virulentas. A única exceção surgiu logo no início da carreira, em 1966, com aquela que se mantém a sua ficção mais aclamada: «Where are you going, where have you been», sobre Connie, uma moça de 15 anos que abandona a casa dos pais, seduzida e ameaçada por um homem adulto, personagem inspirada no serial killer Charles Schmid. Escrito após a autora ter escutado a canção It’s All Over Now, Baby Blue, de Bob Dylan, este pequeno conto enigmático,  foi dedicado ao cantor e adaptado ao cinema em 1985. 

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Dinastia pré-colombiana descoberta por arqueólogos

Fonte http://m.folha.uol.com.br
REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Análises de DNA acabam de revelar um caso relativamente raro de poder feminino numa das sociedades mais enigmáticas da América pré-colombiana.
No túmulo que abrigava a elite de Pueblo Bonito, cidadela com cerca de mil anos de idade construída no deserto do Novo México (EUA), só podiam ser enterradas pessoas que pertenciam a uma dinastia materna específica, afirmam pesquisadores.
"Estamos falando de uma linhagem importante que existiu por pelo menos umas dez gerações entre os anos 800 e 1130 d.C. Alguns desses indivíduos tinham parentesco próximo entre si, outros eram parentes mais distantes uns dos outros, mas todos descendiam de uma fundadora do sexo feminino que viveu antes do ano 800", explicou à Folha o coordenador do estudo, Douglas Kennett, do Departamento de Antropologia da Universidade do Estado da Pensilvânia (EUA).
Foto: Douglas Kennett/Penn State University
Pueblo Bonito, cidade com cerca de mil anos construída no deserto do Novo México

sábado, fevereiro 24, 2018

Hoje comemoramos Conquista do Voto da Mulher no Brasil

Instituído no Calendário Oficial do Governo Federal pela Lei nº 13.086 de 2015, o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil celebra um dos maiores avanços nos direitos políticos da história do país: a garantia do voto das mulheres em 1932, no governo de Getúlio Vargas, por intermédio do código eleitoral.
Garantindo os fundamentos para que – 78 anos e dois regimes ditatoriais mais tarde – a primeira mulher fosse eleita para a Presidência da República, a abertura ao sufrágio feminino é um entre vários avanços institucionais demonstrando que a democracia não nasce pronta, mas se faz e se aprimora a cada novo dia.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Aniversário de Toni Morrison (Lorain - 18 de fevereiro de 1931)

Toni Morrison, a primeira mulher negra Nobel de Literatura


Recebeu o Nobel de Literatura de 1933, por seus romances fortes e pungentes, que relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX. Seu livro de estreia, O olho mais azul (1970), é um estudo sobre raça, gênero e beleza — temas recorrentes em seus últimos romances. Despertou a atenção da crítica internacional com Song of Solomon (1977). Amada(1987), o primeiro romance de uma trilogia que inclui Jazz (1992) e Paraíso (1997), ganhou o Prêmio Pulitzer de  Melhor Ficção  e foi escolhido pelo jornal americano The New York Times como “a melhor obra da ficção americana dos últimos 25 anos”. Morrison escreveu peças, ensaios, Literatura Infantil e um libreto de ópera.

domingo, janeiro 28, 2018

Mulheres São Capazes de Tudo!!!!!

Água Viva pelas mãos das mulheres: 
  a construção da tecnologia de reuso de água e a convivência com o Semiárido.
Depois das oficinas de construção do filtro de reuso da água cinza, do projeto Água Viva do Centro Feminista, em Tibau e Rosado, chegou a vez de Upanema. Treze mulheres do Projeto de Assentamento Monte Alegre estão aprendendo a construir os seus próprios filtros de reuso de água.
O projeto Água Viva é uma tecnologia social desenvolvida a partir da auto-organização das mulheres em resposta à necessidade de armazenamento e reuso de água para estimular a produção das agricultoras em seus quintais objetivando o desenvolvimento de autonomia, soberania alimentar, produção agroecológica, economia solidária e uma melhor convivência com o semiárido. Uma tecnologia simples que consiste em filtrar a água do consumo doméstico – da lavagem de louças, roupas e do banho – tornando-a boa para regar frutíferas e hortaliças cultivadas pelas mulheres.
Antes de chegar ao seu destino final, a água que seria descartada passa por um processo de purificação por meio de filtros orgânicos, caixas e tubos instalados nas propriedades. A filtragem é feita com a utilização de produtos extraídos da região, como a palha de carnaúba e a fibra do coco triturada. Depois disso, o sistema de irrigação das hortaliças ocorre por meio de gotejamento.
Para além da utilização, o Centro Feminista está capacitando grupos de mulheres para que elas mesmas se apropriem ainda mais da tecnologia e construam seus próprios filtros. A capacitação está sendo facilitada por Lindinalva Martins que tem experiência como cisterneira: “os primeiros filtros foram construídos de alvenaria, mas nós elaboramos, a partir da experiência com a Articulação do Semiárido, ASA, a construção por placas, o que facilita o trabalho das mulheres”.
Através da replicação da experiência, o projeto Água Viva e a própria tecnologia está sendo aprimorada: “com a construção coletiva feita pelas próprias mulheres, uma vai aprendendo com a outra. Importante também é que estamos usando as matérias primas que existem nos locais e, além do aprimoramento dos filtros, a apropriação da técnica pelas mulheres implica diretamente no empoderamento destas e no barateamento da obra”, é o que diz Ivi Aliana, agrônoma do Centro Feminista.
“Esse filtro foi uma coisa muito boa que aconteceu pra mim. A minha produção aumentou muito. Aprender a fazer o filtro tá sendo mais um aprendizado que eu tenho certeza que vai mudar a vida de outras mulheres como mudou a minha”, é o que diz Margilânia, agricultora que já possui o Água Viva em sua casa, mas se animou para aprender a construir.
Fontes: 1  Articulação Semiárido Brasileiro
2 https://centrofeminista.com/2016/01/27/agua-viva-pelas-maos-das-mulheres-a-construcao-da-tecnologia-de-reuso-de-agua-e-a-convivencia-com-o-semiarido/

sexta-feira, janeiro 19, 2018

POESIA DA EX-MERETRIZ E EX-ALCOÓLATRA, POETA SEVERINA BRANCA


Sou da casa em que de madrugada
A criança acalenta-se ao cio
E faz sombra com a luz de um pavio
Que tem fogo amarelo igual espada
A mulher nua e fria está deitada
Ao seu lado um parceiro de aventuras
Que lhe mente a tentar fazer ternuras
Traz na bota dinheiro escondido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Geralmente depois das oito horas
Tomo banho me arrumo no meu quarto
Para o salão toda enfeitada toda parto
Pra aceitar uns convites, e outros foras.
A cachaça e o fumo são escoras
Dando ao corpo alegrias e torturas
E as doses que eu tomo são tão puras
Que o ambiente se torna colorido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

O pecado pra mim é testemunha
Pois ladeia o meu peito o tempo inteiro
Do primeiro ao último parceiro
Dou um nome diferente, faço alcunha.
O vermelho é perene em minha unha
Meu trabalho é melhor sendo às escuras
Sou alguém que procura umas procuras
Que navegam no rio do gemido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras.

Mas às vezes pra cama eu vou sozinha
Procurei muitos homens não achei
E aquele que eu mais acreditei
Deu-me um “seixo” e eu paguei o quarto à Dinha
Eu já sei que é tardia a ladainha
Parecido com um pingo em pedras duras
Sou irmã, pois, do canto das loucuras
E o meu peito é acorde do alarido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

sábado, janeiro 13, 2018

HUICHOLES - Parto Compartilhado Pelos Pais em Certos Rituais Antigos


No site da antropóloga feminista espanhola "Noemi Villaverde Maza", ela fala que em muitas sociedades existem rituais para que os homens possam participar ativamente do parto de seus filhos. essa forma de envolver o pai mais diretamente na reprodução se chama "COVADA", palavra que vem do francês e significa "incubar". 
São as tribos indígenas "HUICHOLES", do México, assim descrita por ela:
"os indios huicholes acreditam que os homens devem compartir a dor e o prazer de dar a luz. por isso o pai senta por trás da mulher que está em trabalho de parto, com uma corda amarradas aos seus testículos. essa corda fica presa aos braços da mulher. quando ela tem uma contração dolorida, mexe os braços e o marido sente a dor no próprio corpo.
a alegria dela, ao pegar na criança pela primeira vez, tambem é a alegria do pai, já que os dois fazem isso juntos".
Na foto abaixo tem um desenho da tribo, que mostra um parto Huichole:
Vejam o site, "una antrópologa en la lun. Tem outras histórias sobre costumes em vária tribos no mundo. 

Fonte: Beth Salgueiro - Facebook

segunda-feira, janeiro 08, 2018

São 45 anos que a poeta foi assassinada!



Hoje, 8 de janeiro, completam-se 45 anos de um dos mais brutais crimes políticos cometidos no Brasil. Trata-se do monstruoso assassinato da poetisa e intelectual paraguaia Soledad Barrett Viedma, ela foi cruelmente torturada e morta pela Ditadura Militar aqui mesmo em Pernambuco. Soledad estava grávida de quatro meses, e mesmo assim não foi poupada. Soledad foi encontrada nua, dentro de um barril numa poça de sangue, tendo aos pés o feto de 4 meses, expelido provavelmente durante as sessões de torturas. Este foi um dos mais hediondos crimes cometidos nos anos de chumbo da Ditadura Militar, no Brasil. Soledad recebeu quatro tiros na cabeça e apresentava marcas de algemas nos pulsos e equimoses no olho direito.

Mércia de Albuquerque Ferreira, advogada de presos políticos na época, conseguiu ter acesso aos corpos removidos para o necrotério. Sobre Soledad ela declarou, em depoimento formal:

“Ela estava com os olhos muito abertos, com expressão muito grande de terror. A boca estava entreaberta, e o que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade. Eu tenho a impressão de que ela foi morta, ficou algum tempo deitada e depois a trouxeram. O sangue, quando coagulou, ficou preso nas pernas, porque era uma quantidade grande. E o feto estava lá nos pés dela, não posso saber como foi parar ali ou se foi ali mesmo no necrotério que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror.”

Soledad, atuou no VPR – Vanguarda Popular Revolucionária, movimento que fazia oposição à Ditadura numa luta pela redemocratização, e que denunciava internacionalmente as práticas da torturas e assassinatos cometidos pelo regime instaurado pós 1964. A Vanguarda atuou em várias células, tendo em Olinda ponto estratégico, onde a partir de movimentos culturais expunha todo o terror ao qual o pais encontrava-se mergulhado. Soledad e outros companheiros da Vanguarda, foram mortos, pegos numa emboscada feita a partir de delação de um agente duplo infiltrado na própria Vanguarda, o Cabo Anselmo, que na ocasião militava usando o nome de “Daniel”, fato ocorrido numa chácara no Munícipio de Paulista, sendo considerado um dos crimes de maior repercussão internacional, episódio que ganhou o nome de “Chacina da Chácara de São Bento”. Na ocasião encontravam-se junto a Soledad, seus companheiros, Pauline Reichstul, Eudaldo Gómez da Silva, Jarbas Pereira Márquez, José Manoel da Silva e Evaldo Luiz Ferreira, cabe salientar que o filho que Soledad estava a esperar era de José Anselmo dos Santos ou “Cabo Anselmo” como era conhecido nos meios militares.

O último poema de Soledad Barret Viedma foi composto e endereçado para sua mãe numa forma de despedida:

Mãe, me entristece te ver assim
o olhar quebrado dos teus olhos azul céu
em silêncio implorando que eu não parta.
Mãe, não sofras se não volto
me encontrarás em cada moça do povo
deste povo, daquele, daquele outro
do mais próximo, do mais longínquo
talvez cruze os mares, as montanhas
os cárceres, os céus
mas, Mãe, eu te asseguro,
que, sim, me encontrarás!
no olhar de uma criança feliz
de um jovem que estuda
de um camponês em sua terra
de um operário em sua fábrica
do traidor na forca
do guerrilheiro em seu posto
sempre, sempre me encontrarás!
Mãe, não fiques triste,
tua filha te quer.

(Soledad Barret Viedma)

Antes, de nos posicionar admiráveis e saudosos a elogios a atos de crueldade e tortura, faz-se necessário saber que houve aqui, uma Soledad, e que sua História foi real!

- Que sua memória jamais seja esquecida!

fonte de imagem: Reprodução
texto: Olinda de antigamente

TEMPOS MUDARAM E QUE AINDA MUDARÃO MUITO


Mulheres usam shorts curtos pela primeira vez em Toronto, no Canadá, chamando a atenção masculina e causando até um leve acidente de carro, 1937.
Fonte: Faceboock - Fotos do Século 19 & 20

2018 começou com o machismo "indecoroso" assassinando mulheres

2018 - AS MULHERES CONTINUAM SENDO ASSASSINADAS EM SÉRIE NO BRASIL!
INDIGNAÇÃO POR ESSES ATOS COVARDES E QUE SÃO FRUTOS DE UMA SOCIEDADE MISÓGINA E MACHISTA!!


domingo, dezembro 24, 2017

Nota de Repúdio


NOTA DE REPÚDIO CONTRA O LANÇAMENTO DO LIVRO “A DISCRIMINAÇÃO DO GÊNERO-HOMEM NO BRASIL FACE À LEI MARIA DA PENHA” NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
O Tribunal de Justiça de Pernambuco receberia hoje, em seu salão nobre, o lançamento do livro “A DISCRIMINAÇÃO DO GÊNERO-HOMEM NO BRASIL FACE À LEI MARIA DA PENHA”, de autoria de um magistrado de Pernambuco que já tem em seu histórico profissional a perseguição aos movimentos sociais e a resistência a um judiciário garantidor dos direitos e princípios constitucionais. O cancelamento do evento horas antes da sua realização não é suficiente para afastar a (ir)responsabilidade da Corte de Justiça do Estado para com a vida das mulheres. No Estado em que o aumento da violência contra a mulher em 2017, tanto em caso de estupro, quanto em caso de feminicídio, atingiu um nível catastrófico, não é à toa que o judiciário se torna cúmplice de métodos, argumentos e elaborações teóricas as quais tendem a manter a situação de vulnerabilidade da mulher. A histórica resistência de Maria da Penha e de tantas outras mulheres sujeitas à violência doméstica e familiar não pode ser reduzida a uma mera discussão teórica, sem qualquer conteúdo e capacidade de se inserir na realidade do debate. A igualdade enquanto princípio constitucional e necessário para o aprofundamento da democracia, traz em seu significado a compreensão das desiguais condições materiais (econômicas e sociais) que as mulheres possuem em razão da sistemática subjugação dos seus direitos, da sua dignidade e da sua liberdade. O Tribunal de Justiça de Pernambuco receber o lançamento de um livro que traz em seu título o esvaziamento da Lei Maria da Penha – um dos mais importantes avanços no combate à violência doméstica e familiar sofrida pelas mulheres – é ter em suas mãos o sangue de Josefa Severina da Silva Filha, Daiane Reis Mota e tantas outras mulheres assassinadas por seus parceiros sexuais. Não nos calaremos diante da suspeita e injustificável cumplicidade da Justiça de Pernambuco com nossas mortes. Não aceitaremos que nossos direitos sejam esvaziados em alto som nos salões nobres dos poderosos, enquanto nossas mortes são silenciosamente ignoradas. Nenhum direito a menos.
Assinam:
Instituto Maria da Penha
RENAP – Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares
Juristas pela Democracia
CPDH – Centro Popular de Direitos Humanos
GAJOP - Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares
Comissão de Direitos Humanos da OAB
Comissão da Diversidade e Gênero da OAB
Articulação de Mulheres Brasileiras
Grupo Robeyoncé de Pesquisa-Ação
DADSF - Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho (Direito-UFPE) 
Grupo contestação 
Maria, vem com as outras! Grupo de extensão em combate à violência contra a mulher.
DCE Dom Helder Câmara - Gestão Ponto de Ruptura
Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz - gestão Sem Medo de Mudar
Coletivo MUDA
Grupo Asa Branca de Criminologia
Centro de Referência em Direitos Humanos da UFPB
RENFA - Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas
MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Consulta Popular
Marcha Mundial das Mulheres 
União Brasileira de Mulheres 
Frente Brasil Popular
Secretaria de Mulheres do PT de Pernambuco
PartidA
Meu Recife
Mulheres no Audiovisual PE
MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
Rede de Mulheres Negras de Pernambuco
Levante Popular da Juventude
Mete a Colher
Deixa ela em paz
Candaces
Grupo Amhor
ComLés 
Núcleo de Estudo sobre Drogas da UFC
Coletivo Marcha das Vadias Recife
Coletivo de mães Feministas Ranusia Alves
Centro das Mulheres do Cabo 
LSR/PSOL
SOMOS PSOL - PE
Insurgência/PSOL
Conselho Regional de Psicologia 
Grupo Curumim 
Fórum de Mulheres de Pernambuco 
Círculo Palmarino - PE
Alternativa Popular
IBDFAM -PE
Comissão de Gênero do IBDFAM - PE
Núcleo de Pesquisa e Extensão sobre Drogas NUD/UFCG 
Grupo Marias de extensão e pesquisa gênero, educação popular e acesso à justiça - UFPB
Católicas Direito de Decidir 
Fórum de Mulheres em luta da UFPB
ANPSINEP - Articulação Nacional de psicólogas(os), pesquisadoras(es) negras (os) e pesquisadoras(es)
Coletivo Margarida Alves 
SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia
Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT Pernambuco
Movimento de Mulheres Camponesas - MMC
Instituto Papiro
Cendhec – Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social
Comissão Pastoral da Terra
Fenatrad - Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas
Setorial de Mulheres da FENED - Federação Nacional de Estudantes de Direito 
Coletivo Flor do Mangue Recife
GEPCOL/UFPE - Grupo de estudos e pesquisas sobre poder, cultura e práticas coletivas
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Maria da Penha Fernandes – Instituto Maria da Penha
Anabel Pessoa – Sócia-fundadora do Instituto Maria da Penha
Clarissa do Rego Barros Nunes
Juliana Serretti de Castro Colaço Ribeiro
Elisa Maria Lucena Albuquerque 
Jéssica Barbosa Siqueira Simões
Maria Wedja Martins da Silva
Mariana Vidal Maia Monteiro 
Aline Marques
Juliana Teixeira (coordenadora do PPGD/UFPE)
Ana Carolina Cavanellas Gomes Pereira
Raíssa Mendonça Leal
Luiza Duarte Lindoso
Maria Joaquina da Silva Cavalcanti
Sophia Alencar Araripe Luna
Juliana Passos de Castro
Elissa Deimling
Luísa Duque Belfort de Oliveira
Renata Alves Calabria
Josenira Ilze do Nascimento 
Gabriela Borba da Costa Santos
Laís de Carvalho Lapa
Tieta Tenório de Andrade Bitu
Luana Paula Ribeiro Varejão
Maria lucia Barbosa 
Ana Cecília de Barros Gomes 
Jamile Cherem
Maria Julia Leonel
Eugênia Lima
Rute Mikaele Pacheco da Silva
Débora Fonseca Barbosa 
Clarice Soares Braz Mendes 
Luciana Veras de Paiva 
Gabriella Rodrigues Santos 
Maria Helena Villachan 
Paula Viana 
Maria Eduarda Omena Gomes 
Juliana Medeiros 
Rafaela Pacheco 
Tayse Ribeiro de Castro Palitot
Tatyane Guimarães Oliveira - Professora da UFPB 
Karen Cristina Correa de Melo
Ana Cláudia de Medeiros - UERN
Marleide Ferreira Rocha
Êmily de Amarante Portella 
Marleide Ferreira Rocha 
Daniella Alencar Matias 
Maria Fernanda Cherem - UFPR
Luísa Câmara Rocha
Gilmara Joane Macedo de Medeiros 
Rosângela Talib 
Maria Luiza Caxias
Maelly Souza Silva 
Sonia Lucia Lucena Sousa de Andrade 
Regina Maria de Vasconcellos Carbalhaes de Oliveira 
Clarissa Cecília Ferreira Alves 
Iáris Ramalho Cortês - advogada e Diretora do Cfemea 
Lourdes Bandeira - Professora da UNB 
Denise Dora - advogada e sócia-fundadora da Themis 
Carmen Hein Campos - advogada e Professora 
Leila Linhares Barsterd - advogada e Diretora da CEPIA 
Ela Wiecko de Castilho - Professora da UNB
Myllena Calasans de Matos - advogada 
Fabiane Simioni - professora da FURG a sócia da Themis 
Laina Crisóstomo - Advogada Feminista e presidenta da ONG TamoJuntas
Wânia Pasinato - Socióloga e Assessora USP mulheres. USP
Piedade Marques - Rede de Mulheres Negras 
Raquel Iracema Olinski 
Mônica Dos Santos Vasconcelos
Rubia Abs da Cruz - Advogada, Mestre em Direitos Humanos, Coordenadora Nacional Cladem Brasil
Michela Calaça
Thaisi Moreira Bauer
Jeiza das Chagas Saraiva - Pesquisadora da UFPE assina a nota
Ana Carla Lemos - Grupo Luas
Mylla Vaz
Sofia Ximenes Antonácio
Rosane M. Reis Lavigne - Defensora Pública do Estado do Rio de Janeiro, integrante do Fórum de Justiça.
Geane Bezerra Cavalcanti
Márcia Maria Andrade
Alexandra Coelho Pinheiro de Vasconcelos
Márcia Maria Andrade
Ana carolina lobo montenegro 
Mayza Allani da Silva Toledo
Keli Ferraz Rodrigues
Leyllyanne Bezerra de Souza
Maria Eduarda dos Santos Barbosa
Albanise Pires - Comissão Nacional de Mulheres do PSOL 
Danielle Portela