
sábado, junho 01, 2019
Joana - A mulher que foi Papa
Leia mais no site: AH - Aventuras Na História
LETÍCIA YAZBEK E THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 03/06/2019
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A HISTÓRIA DE JOANA, QUE FOI PAPA E CUJA EXISTÊNCIA É CADA VEZ MAIS CREDITADA
Joana teria reinado entre 856 e 858 d.C. - até ter dado à luz. Antes dela, tinha-se certeza de que isso não era possível
Essa história aparece na crônica de vários autores medievais. Disfarçada de homem, ela conseguiu subir na hierarquia católica e ser eleita papa. As datas são precisas: reinou entre 855 e 857, como João (Iohanes, em latim) VIII, conhecido também por Iohannes Anglicus.
Um dia, enquanto liderava uma procissão na cidade, a verdade veio à tona. O papa João sentiu-se mal. Teve de parar tudo. E deu à luz no meio da rua. Causando indignação, foi aprisionada e, os relatos divergem, pode ou não ter sido executada. Seja como for, ela teve seu nome removido de todos os documentos da Igreja. Oficialmente, o papa João VIII foi o que reinou entre 872–882. Pela lista oficial, Leão IV teria reinado até 855, sucedido por Bento III, que foi até 858.
Essa história foi muito comentada na Idade Média, quando era vista como real. Hoje, a maioria dos historiadores acredita ser pura lenda. A primeira menção à papisa é de mais de 300 anos depois, no início do século 13, pelo dominicano Jean de Mailly. Ele não deu o nome oficial do papa mulher e situou a história em 1099. Foram cronistas posteriores que trouxeram os detalhes.
segunda-feira, abril 29, 2019
Livro 'perdido' de requintados desenhos científicos redescobertos após 190 anos
Fonte:
Anne Wollstonecraft, destacou-se como feminista e botânica. Morando em Cuba, escreveu e ilustrou um enorme compêndio botânico nos idos de 1800: três volumes ilustrados, descobertos recentemente e que não apenas descrevem a flora cubana, como enveredam pela descrição de seus usos em ritos indígenas.
Cunhada de Mary Wollstonecraft e tia de Mary Shelley, a trinca botou pra quebrar no mundo da ciência e das letras, dando bons indícios de que o feminismo chegou há tempos pra fazer a diferença na vida das mulheres.
Uma história rocambolesca a do livro perdido...
Perdido por 190 anos, um manuscrito de três volumes que floresce com desenhos de cores vivas da flora cubana ressurgiu em Nova York.
Tampas de papelão marrons e uma página de rosto em letra cursiva anunciam Espécimes das Plantas e Frutos da Ilha de Cuba pela Sra. AK Wollstonecraft. Essa simplicidade desmente o conteúdo dos volumes finos e desgastados. Páginas e páginas conter 121 placas ilustradas mostrando plantas, tais como vermelho sebestena Cordia , roxo escuro lagerstroemia , e branco trombeta de anjo em detalhe consumada.
Acompanha-os 220 páginas de descrições em inglês relacionadas a fatos históricos, aplicações indígenas, poesia e observações pessoais. Cortando fielmente as convenções científicas, as ilustrações mostram vegetação, ciclos de vida e dissecações de partes reprodutivas. Algum material vegetal prensado é gravado. A autora escreve que não consultou botânicos nem recebeu qualquer ajuda com seu trabalho.
“Uma jóia da literatura botânica de Cuba”, é como o botânico cubano Miguel Esquivel descreve o trabalho, classificando-o entre as maiores descobertas do gênero nos últimos tempos.
"Eu acho que o manuscrito de Anne Wollstonecraft é de grande importância", diz o etnobotânico Paul Cox, diretor executivo da Brain Chemistry Labs em Jackson, Wyoming. "Embora as plantas que ela perfis em seus desenhos e descrições são geralmente comuns, as notas detalhadas que ela faz dos usos indígenas adicionar uma nova dimensão para compreender sua utilidade possível e pode ser usado hoje para orientar os pesquisadores na descoberta de novos produtos farmacêuticos".
Por exemplo, ela observa que raízes da gravioleira foram usadas como antídoto para envenenamento de peixes e suas folhas como antiparasitas e antiepilépticas. Ela também sugere que "graviola" vem de uma aproximação fonética do nome dos habitantes indígenas da ilha para a árvore, suir sach , que poderia ajudar a explicar um apelido paradoxal para uma fruta descrita como doçura doentia .
Mas se não fosse pelo historiador Emilio Cueto , um advogado aposentado e auto-descrito colecionador de todas as coisas cubanas, Wollstonecraft e seu trabalho podem ter permanecido na obscuridade.
Boca a boca
Em 1828, os exilados cubanos e defensores dos direitos humanos padre Félix Varela e José Antonio Saco mencionaram uma mulher americana em Cuba desenhando plantas cubanas em seu periódico El Mansajero Semanal . Quase um século depois, em 1912, o estudioso e pensador cubano Carlos M. Trelles citou o trabalho, sem ser visto. As citações disseram que os membros da Sociedade de Horticultura de Nova York compararam o trabalho ao da respeitada naturalista Maria Sibylla Merian , cuja lendária obra de 1705 Metamorfose insectorum Surinamensium é considerada seminal para o campo da entomologia.
"Essa comparação desencadeou a minha crença de que isso era importante", diz Cueto. "As pessoas exageram, mas não tanto assim."
Assim começou sua busca.
Seguindo o exemplo de Trelles, Cueto incluiu o trabalho de Wollstonecraft na bibliografia do catálogo de sua própria exposição do Museu HistoryMiami de 2002 sobre a flora e a fauna cubanas sem ter visto ou sabendo se havia sobrevivido.
Mulheres em 'tronco'
Com base em algumas investigações genealógicas, Russel relata que Wollstonecraft morreu em 1828, aos 46 anos, deixando entradas incompletas, anotações não-transcritas e rascunhos entre os volumes.
"Ela não terminou", diz Russell. "Isso lhe dá arrepios, você sabe, o quão perto chegamos de perdê-lo."
Cueto está agora trabalhando para apresentar Wollstonecraft, a cunhada da famosa defensora dos direitos das mulheres Mary Wollstonecraft, às novas gerações. Ele viajou para sua cidade natal adotiva de Matanzas em busca de suas menções graves e contemporâneas em arquivos de jornais locais, e ele supõe que ela estava entre os cidadãos americanos que se reuniram na ilha caribenha no século 19 por motivos de saúde.
Sua visão muito esplendorosa inclui o recém-descoberto manuscrito em exibição no Museu Nacional de Mulheres nas Artes, em Washington, DC, onde pode ser visto por milhões de pessoas que atravessam a capital da nação. Ele também prevê o manuscrito finalmente publicado como um livro, com um prefácio contando como esse trabalho perdido veio à tona. E ele quer uma tradução em espanhol, para torná-lo mais acessível ao público cubano.
Até agora, o manuscrito foi digitalizado e está
"Descobrimos um novo cientista e artista americano que foi esquecido por essas disciplinas", diz Cueto. "Se ela tivesse vivido mais, ela teria sido uma grande força na ilustração."
CZERNE REID é uma escritora de ciência originalmente de St. Elizabeth, Jamaica. Ela é professora da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida e co-presidente de educação da Associação Nacional de Escritores Científicos. Siga Czerne no Twitter e LinkedIn .
FOTOGRAFIAS DE ROBERT CLARK
domingo, abril 14, 2019
Parteiras Indígenas - Tribo Pankararu
"Deus te dê boa sorte": documentário conta história de parteiras indígenas.
quinta-feira, abril 04, 2019
Aprovado no Plenário Federal, o divórcio imediato, no caso de violência contra a mulher
A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 27-03-2019 um projeto de lei que permite à vítima de violência doméstica solicitar ao juiz a decretação imediata do divórcio ou do rompimento da união estável. A matéria segue para apreciação do Senado.
O texto aprovado prevê a necessidade de a vítima ser informada sobre o direito de pedir imediatamente o divórcio e a possibilidade de o juizado decidir sobre esse divórcio sem tratar da partilha de bens, que poderá ser feita posteriormente.
A relatora do texto aprovado, deputada Erika Kokay (PT-DF), destacou que atualmente a lei já permite o divórcio ou a dissolução da união estável em qualquer hipótese, sem a necessidade de que a vítima comprove violência doméstica para que o vínculo seja rompido. “Mesmo assim, o projeto tem grandes méritos. O primeiro é chamar atenção para o fato de que, entre as vítimas de violência doméstica e familiar, ainda há grande desinformação sobre a possibilidade de ajuizamento imediato da ação de divórcio, sendo útil colocar na lei a necessidade de orientar as vítimas sobre essa alternativa”, afirmou a deputada.
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| Plenário da Câmara na sessão desta quarta-feira (27) — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputado |
Lori Lightfoot - Primeira prefeita negra e lésbica é eleita para governar a cidade de Chicago
Numa disputa entre duas candidatas mulheres, Lory Lightfoot ganhou de Toni Preckwinkle, uma política de longa data de Chicago e importante líder do partido Democrata.
Ela vai lidar com muitos desafios, porque Chicago, além de ser a terceira maior cidade dos Estados Unidos tem um enorme histórico de violência a ser enfrentado.
quarta-feira, abril 03, 2019
CORDEL MARIA DA PENHA - CEARÁ
Escolas do Ceará estão usando a tradicional arte nordestina do cordel para ensinar sobre cidadania e direitos das mulheres. O projeto é uma parceria do Instituto Maria da Penha e Secretaria de Educação do Ceará, e já atinge mais de 30 escolas do Estado.
A obra usada é o cordel A Lei Maria da Penha, do cordelista cearense Tião Simpatia. O professor Paulo Iumatti, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, comenta sobre a iniciativa, dando uma perspectiva sobre o uso do cordel na pedagogia e no ensino da cidadania.
Iumatti explica, ainda, por que o cordel é um meio tão útil e flexível, auxiliando em diversas áreas da educação. O ensino de leis, segundo o professor, se encaixa plenamente na forma do cordel, que funciona excepcionalmente para explicar regras e normas.
quarta-feira, março 27, 2019
terça-feira, março 26, 2019
Pastoras teólogas feministas ativistaElas denunciam o machismo e protestam
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| Elas protestam e denunciam o machismo, a cultura do ódio, o racismo, o ódio, a LGBTfobia e a intolerância religiosa, étnica/religiosa. São elas: Ivone Gebara, Alexya Salvador, Luzmarina Garcia, Odja Barros, Maria José Rosado,Camila Mantovani, Nancy Cardoso, Vanessa Barboza, Romi Bencke, Valéria Vilhena |
segunda-feira, março 25, 2019
SEGREGAÇÃO RACIAL nos Estados Unidos, Década de 50 - A Luta Incessante de Mulheres Americanas.
Ruby Bridges, menina que enfrentou racismo nos Estados Unidos Década de 60 do século 20
| © Foto de Douglas Martin.
A jovem Dorothy Count, uma das primeiras estudantes "negras" em colégio de brancos, é vitima de preconceito racial, 1957.
Em 1957, a jovem Dorothy Count, de 15 anos, foi uma das primeiras estudantes "negras" a ser admitida no recém-desagregado colégio "Harry Harding High School", no estado da Carolina do Norte, EUA. Repórteres e fotógrafos testemunharam e registraram a violência que eclodiu quando Dorothy Counts apareceu para seu primeiro dia no colégio onde estudavam somente alunos brancos. As pessoas atiraram pedras e gritaram "Volte de onde veio". Dorothy caminhou sem reagir, diante da multidão que a acompanhava com gestos obscenos e gritando palavras de ordem. Após uma série de ameaças telefônicas e depois de 04 dias de intensiva hostilidade, seu pai decidiu tirá-la da escola. A foto foi vencedora do "World Press Photo" de 1957. |
sábado, março 09, 2019
Mulher negra pioneira na politica brasileira
A filha de uma ex-escrava teve papel fundamental na luta pela igualdade racial e pelos direitos das mulheres no Brasil. Antonieta de Barros foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada no Brasil. Em 1935, ela conquistou nas urnas uma vaga para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
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| Filha de ex-escrava foi a primeira deputada negra no Brasil |
Mulheres que mudaram o curso da história delas e dae todas as mulheres que as sucederam
Malala Yousafzai:
jovem ativista e lutadora pelos direitos civis no Paquistão, onde o Grupo Talibãhavia proibido a entrada de meninas nas escolas. Com a sua insistência em estudar quase perdeu a vida. Ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014.
Virginia Woolf:
escritora inglesa, considerada ícone do feminismo literário do século 20
Frida Kahlo:
artista plástica mexicana considerada inovadora e que atingiu o patamar das mulheres mais famosas do século 20.
Hedy Lamarr:
atriz hollywoodiana, considerada sex symbol, famosa pela sua beleza, desenvolveu um sistema de comunicação em que se baseou todas las tecnologias existentes na atualidade. Foi uma das precursoras do atual WIFI.
Na foto: Malala Yousafzaia, Virginia Woolf, Frida Kahlo, Hedy Lamarr
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Filósofa brasileira é apontada como “personalidade do amanhã” na França

Djamila Ribeiro, pesquisadora e mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, foi escolhida pelo governo da França ao programa “Personalidade do Amanhã”. O projeto seleciona uma pessoa por país da América Latina e Caribe por sua projeção atual e impacto no futuro.
Djamila é conhecida nacionalmente pelo seu ativismo nas redes, discutindo em publicações temas voltados ao racismo e ao feminismo negro. Ela também tem livros recordistas de vendas, como “O que é lugar de fala?”, publicado em 2017, e “Quem tem medo do feminismo negro?”, de 2018.
FEMINICÍDIO NO BRASIL (2) - ANO: 2019
JOVEM DE 19 ANOS ASSASSINADA EM SÃO PAULO - Dia 06/03/2019 - FOI QUEIMADA VIVA
BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
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| Isabela Miranda de Oliveira não resistiu as queimaduras e morreu
Ela foi vítima de violência pelo namorado.O feminicídio aconteceu durante um churrasco em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Além de agredida pelo namorado, ele, não satisfeito, depois jogada em um colchão em chamas, tendo 80% do corpo queimado. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
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quinta-feira, março 07, 2019
Tem Mulher Compositora Participante da Autoria do Samba Campeão da Mangueira
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| O mundo do samba tem mulheres, mas elas acabam invisíveis – conta Manu, uma das compositoras do samba campeão da Mangueira, que não assinou por já estar concorrendo em outra escola. |
Astrofísica brasileira vence prêmio da ciência mundial
Fonte: SIMI - Sistema Mineiro de Inovação
Marcelle Soares-Santos foi reconhecida pela Fundação Alfred P. Sloan, que seleciona os melhores jovens cientistas do mundo
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| Marcele e a câmera que ajudou a construir |
Uma capixaba de 37 anos foi reconhecida como uma das melhores jovens cientistas trabalhando atualmente. A astrofísica Marcelle Soares-Santos vai receber uma bolsa de US$ 70 mil, para investir da maneira que julgar melhor em seu trabalho, da Fundação Alfred P. Sloan, que desde 1955 escolhe os mais proeminentes jovens cientistas.
Marcelle é professora assistente de Física na Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, e estuda a natureza da expansão acelerada do universo usando dados de alguns dos telescópios mais poderosos já construídos.
Além disso, ela coordena uma equipe no Fermilab, um dos mais renomados centros de pesquisa em física de partículas, que ajudou a detectar uma fusão de estrelas de nêutrons pela primeira vez e atualmente está ajudando a criar um método novo para determinar a constante de Hubble.
A importância do prêmio é tanta que 47 dos vencedores da bolsa foram posteriormente reconhecidos pelo Nobel. “É uma honra receber a Bolsa de Pesquisa Sloan", disse Soares-Santos. "Encontrar-me ao lado das pessoas de destaque que foram reconhecidas ao longo dos anos é o que me deixa mais orgulhosa com esse prêmio."
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