sexta-feira, setembro 11, 2020
terça-feira, setembro 08, 2020
Emma Goldman

quarta-feira, setembro 02, 2020
Mia Couto - Texto

Foto por @_visiondumonde
Sonhe com cuidado, Mariazita. Não esqueça, você é pobre. E um pobre não sonha tudo, nem sonha depressa.
Mia Couto
Phillis Wheatley, foi a primeira escritora afro-americana a publicar um livro nos Estados Unidos.

′′ Foi chamada Phillips, porque é assim que se chamava o navio que a trouxe, e Wheatley, que era o nome do mercador que a comprou. Nascido no Senegal. Em Boston, os negreiros a colocaram à venda:
Teve que recitar textos de Virgílio e Milton e algumas passagens da Bíblia, e também teve que jurar que os poemas que tinha escrito não eram plagiados. De uma cadeira, rendeu o seu longo exame, até que o tribunal a aceitou: era mulher, era negra, era escrava, mas era poeta."
terça-feira, agosto 11, 2020
Elastic Generation: a geração que está mudando a maneira como envelhecemos

Liderada por mulheres, a Elastic Generation está quebrando modelos de comportamentrelacionados à beleza, mercado de trabalho, sexualidade, estética, relacionamento e consumo.
A nova maturidade não é frágil, nem dependente. Pelo contrário. Talvez você ainda não esteja familiarizada com o termo Elastic Generation, mas não se engane. Ele deve se tornar tão comum quanto falar em millenials - e num futuro próximo ser ainda mais relevante do que esta parcela da população, já que o mundo não para de envelhecer. Segundo o IBGE, o número de idosos deve superar o de jovens no Brasil em 2060. Uma realidade que diversos países europeus conhecem faz tempo.
Mas o que mudou, então, nos últimos anos, quando o assunto é envelhecimento? Esqueça todos os conceitos ultrapassados que estão arraigados dentro de você. Idade biológica não significa mais nada. A Elastic Generation, capitaneada por mulheres, está quebrando modelos de comportamento relacionados à beleza, mercado de trabalho, sexualidade, estética, relacionamento e consumo. Quem está abaixo dos 60 já é, inclusive, influenciado pela maneira como essas mulheres enxergam a vida. Duvida? "As mulheres maduras são grandes influenciadoras. São referência para as mais jovens, que querem chegar a essa idade como elas. É um grande shift aspiracional o que está acontecendo", explica Layla Vallias, co-fundadora da agência de marketing e consultoria Hype60+. A empresa se dedica a estudar essa parcela da população e reúne material para entender o comportamento dessa geração revolucionária, como ela mesmo define as mulheres acima dos 50 anos.
A Elastic Generation é a geração baby-boomer, aquela que nasceu entre 1946-1964, e foi foi a grande protagonista das revoluções sociais no mundo de uma maneira geral. Falando especificamente das mulheres, elas são as que saíram de casa para trabalhar, decidiram tomar pílula, fazer planejamento familiar, normatizaram o divórcio, entre outras transformações. As gerações mais jovens bebem muito no conjunto de atos dessas mulheres, que foram as grandes revolucionárias dos nossos direitos. Então, me parece óbvio, que elas seriam revolucionárias também na longevidade e estariam criando um novo conceito de como envelhecer. Estão ativas, trabalhando, consumindo, por isso ganharam o título de Elastic Generation. Essas mulheres fazem com que paremos de definir cada geração somente pela idade. O foco agora é o comportamento, é algo muito mais fluído. Já se fala agora de idade fluida (tal como quando o assunto é sexualidade). A idade, de fato, está muito mais na nossa cabeça, no nosso perfil individual de cada um, no estilo de vida, do que em quantos anos você tem.
quarta-feira, julho 22, 2020
Covid mata anciãs que curam, rezam e lutam, e deixa povos indígenas órfãos.
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| Fonte: Conexão Planeta |
A anciã Mônica Renhinhãi'õ era uma índia xavante que vivia na aldeia Aõpá, no município de Alto Boa Vista (MT), e faria 100 anos na última quarta-feira. Vinte cinco dias antes do seu aniversário, entretanto, a Covid-19 a levou. Entre os xavantes, as mulheres são as guardiãs das sementes que dão os frutos. Apesar da idade avançada, Mônica integrava desde 2018 o grupo chamado "Mulheres coletoras de sementes da terra indígena Marãiwatsédé". Quem participava do grupo conta que ela trabalhava todo os dias.
Mônica é uma das 23 anciãs indígenas que morreram vítima da Covid-19 até o dia 30 de junho, segundo dados coletados da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira). Entre os homens, foram 55 casos de mortes acima de 60 anos. Os números, porém, devem ser bem maiores, porque nem todos os índios têm idade confirmada. Para os indígenas, elas não são apenas idosas que partiram. A tradição garante aos anciãos a missão de serem guias de gerações com ensinamentos, histórias e missões nas terras indígenas na Amazônia. E as mulheres têm um papel fundamental nesse contexto. Há povos em que as anciãs são as guardiãs das ervas e das receitas e seus segredos de cura.
Na Amazônia, como o acesso de índios a serviços médicos é raro, a maioria absoluta dos problemas de saúde são resolvidos entre eles mesmos nas aldeias. Entre os índios, a morte de uma anciã ou um ancião é tratada como se uma biblioteca viva fosse perdida, é um conhecimento que se esvai.
Nesse cenário, a Covid-19 tem destruído várias dessas bibliotecas. Universa conta aqui um pouco das tradições seculares das mulheres idosas que deixaram a vida para se tornarem história de seus povos. Lusia dos Santos Borari, 87, foi a primeira indígena a morrer por Covid-19 no país, em 19 de março, em Alter do Chão (PA). Segundo a conselheira Distrital de Saúde Indígena e liderança no Baixo Tapajós, Luana Kumaruara, dona Lusia era tataravó e deixou um cacicado formado só por mulheres indígenas chamado Sapu Borari.
O breve relato das cholas anarquistas que foram ao redor do mundo

(Foto izquierda Rosa Rodríguez, a su lado Peta Infantes)

A breve revisão das cholas anarquistas
que foram ao redor do mundo
e alguns textos que nunca apareceram na escola ou na
universidade saltaram para mim. Eles chamaram minha
atenção muito, especialmente pelo rico conteúdo histórico,
simbólico e vingativo, que os ares do fascismo na
América Latina estavam atingindo seu ponto mais alto e
vieram como remédio.
pela "fase" e outras redes, do México à Argentina,
Colômbia, Peru, Japão, Noruega e Bolívia, é claro,
um grupo de mulheres nos deu os direitos de que
gozamos e por razões políticas (a MNR é o culpado),
foi decidido remover esses dados da história da qual
fazemos parte. A trilha perdida do movimento anarquista
na Bolívia durou até depois da Guerra do Chaco,
o espírito revolucionário reacende em nossos
tempos como uma resposta à esquerda centrada
nos EUA e uma direita mais opressiva, sangrenta e
oligárquica do que antes.
o livro Lxs Artesanxs Libertarxs, de Silvia Rivera
Cusicanqui e Zulema Lehm Ardaya, da editora
Tinta de Limon, um tremendo trabalho que foi dado
para compilar um excelente momento de nossa história.
municipal que proíbe as cholas, as mulheres de saia,
de andar de bonde. Petrolina Infantes, conhecida como
Peta e Rosa Rodríguez, e outros anarquistas da pollera estão
liderando um movimento que mais tarde será
conhecido como Culinária. Um grupo de mulheres consegue
derrubar a lei municipal injusta, que garantia que as
mulheres de saias deixassem as mulheres desconfortáveis
nos bondes e, por esse motivo, não poderiam usá-las
para chegar ao trabalho nos mercados. Mais tarde, eles
alcançam um grupo através do ativismo de um grande
número de criadas, babás e macapayas. Outros grupos
de mulheres anarco-sindicalistas surgiram, como
a União das Mulheres de Floristas ou a União
dos Viajantes do Altiplano, que se estendia ao Peru.
Esses sindicatos e outros se uniram para formar a FOF
(Federação das Mulheres Trabalhadoras), que mantinha
viva a FOL (Federação das Trabalhadoras Locais).
Esses grupos anarquistas venceram lutas pelo povo
boliviano de que ninguém se lembra. Entre eles, o
direito ao divórcio, o reconhecimento da arte culinária
como profissão, o restante dos trabalhadores no
domingo, a criação de creches para as mães que
trabalham e a abolição da identidade e cartão
de saúde obrigatórios impostos pelos fascistas.
Essas mulheres de saia com bravura, anarquia
e solidariedade alcançaram muito e foram
esquecidas. Todos os sindicatos do FSUTCB
ao COB devem suas bases, assim como a esquerda
boliviana deve tanto ao anarquismo que está
retornando em resposta a esses tempos incertos.
ao lado de seu Peta Infantes)
sobre la guerra del Chaco y me saltaron unos textos
que jamás habían aparecido en el colegio ni en la
Universidad. Me llamaron mucho la atención, en especial
por el rico contenido histórico, simbólico, reivindicatorio,
los aires del fascismo en Latinoamérica estaban llegando
a su punto más alto y llegaron como un remedio.
“fase” y otras redes, desde México hasta Argentina,
Colombia, Perú, Japón, Noruega y Bolivia por supuesto,
un grupo de mujeres nos dio los derechos que gozamos
y por motivos políticos (el MNR es el culpable), se decidió
desaparecer estos datos de la historia de la cual somos
parte. El rastro perdido del movimiento anarquista
en Bolivia duró hasta pasada la Guerra del Chaco,
el espíritu revolucionario vuelve a encenderse en
nuestros tiempos como respuesta a una izquierda
EEUUrocentrista, y una derecha más opresora,
sanguinaria y oligarca que antes.
adquirir el libro Lxs Artesanxs Libertarxs de Silvia
Rivera Cusicanqui y Zulema Lehm Ardaya de editorial
Tinta de Limon, tremendo trabajo que se dieron
de recopilar un excelente momento de nuestra historia.
que prohíbe a las cholas, mujeres de pollera subir al tranvía.
Petrolina Infantes conocida como Peta y Rosa Rodríguez
y otras anarquistas de pollera encabezan un movimiento
que será después conocido como las Culinarias.
Una agrupación femenina logra tumbar la injusta ley
municipal, que aseguraba que las mujeres de pollera
incomodaban a las señoras en los tranvías y por ese
motivo no podían hacer uso del mismo para llegar a
sus puestos de trabajo en los mercados.
Posterior logran una agrupación mediante el activismo
de un gran número de sirvientas, niñeras y
macapayas. Otras agrupaciones de anarcosindicalistas
femeninas surgían, como la Unión Femenina de Floristas
o el Sindicato de viajeras del Altiplano que se extendía
a Perú, estos sindicatos y otros se agruparon para
formar la FOF (Federación Obrera Femenina) quien
mantuvo en vida a la FOL (Federación Obrera Local).
Estos grupos anarquistas ganaron luchas para el pueblo
boliviano que nadie recuerda. Entre ellas el derecho
al divorcio, el reconocimiento del arte culinario
como profesión, el descanso de los trabajadores
el domingo, la creación de las guarderías para madres
trabajadoras, y la abolición de la obligatoriedad
del carnet de identidad y sanidad impuesta por los
fascistas. Estas mujeres de pollera con valentía anarquía
y solidaridad lograron mucho y pasaron al olvido.
Todos los sindicatos de desde la FSUTCB hasta la COB
les deben sus bases, así como la izquierda boliviana
le debe tanto al anarquismo que está volviendo
como respuesta a estos tiempos inciertos. Junio
mes de las Culinarias y la mujer trabajadora
boliviana, que siempre supo sacar adelante al
pueblo cuando los hombres no podían.
sexta-feira, julho 17, 2020
12 DE JULHO: DIA DAS HEROÍNAS E MÁRTIRES DA INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA
Joana Azurduy nasceu na Bolívia atual, enquanto a rebelião de Tupac Amaru se expandia. A família dela imaginou freira mas ela sonhou livre. Lutou com seu marido primeiro e depois sozinha, nas guerras de emancipação do Virreinato do Rio da Prata formando e liderando esquadrões de indígenas. Juntou-se ao exército do Norte sob as ordens de Manuel Belgrano e depois às fileiras do caudilho salteño Miguel de Guemes. Combateu mesmo estando grávida e perdeu três dos seus cinco filhos nas guerras contra os realistas. Morreu na pobreza. No ano de 2009 foi promovida post mortem a Generala do exército argentino.
Publicaçã das obras completas de Carolina Maria de Jesus.

A edição da obra será supervisionada por um conselho editorial composto por Vera Eunice de Jesus, filha de Carolina, pela escritora Conceição Evaristo e pelas pesquisadoras Amanda Crispim, Fernanda Felisberto, Fernanda Miranda e Raffaella Fernandez.
"O primeiro lançamento será Casa de alvenaria, parte integrante da série “Cadernos de Carolina”, que publicará os diários da escritora buscando a integridade dos manuscritos originais. O livro retoma o título de 1961, porém ganha edição completamente refeita e ampliada. A ideia é que o leitor tenha um registro detalhado e completo da experiência de Carolina após se mudar para o bairro de Santana, e de sua luta pelo reconhecimento como escritora.
Outros volumes da série incluirão cadernos que retratam a vida na favela, suas viagens e os últimos registros memorialísticos da escritora, quando se mudou para um sítio em Parelheiros, na zona sul de São Paulo. Todos os “Cadernos de Carolina” serão coordenados por Vera Eunice de Jesus e Conceição Evaristo e organizados pelas pesquisadoras do conselho editorial, além de contar com aparatos críticos inéditos."
terça-feira, julho 14, 2020
EM 2020: NO URUGUAI, HÁ 93 DE JULHO PRIMEIRO VOTO ACONTECEU O PRIMEIRO VOTO FEMININO NA AMÉRICA LATINA
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| A casa onde as mulheres votaram pela primeira vez em toda a América do Sul, na cidade turística de Cerro Chato. |
Uruguai é o primeiro país da América Latina a aprovar o voto feminino.

segunda-feira, julho 13, 2020
MENINAS COM SUPERDOTAÇÃO


A 'neurocientista' de 7 anos que faz sucesso ensinando ciência na internet
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Amoy é norte-americana e, graças ao Facebook, se transformou em "professora de ciência" com apenas sete anos
Amoy Antunet Shepherd tem 7 anos e, ainda que esteja na escola primária, suas ambições são grandes: quer ser neurocirurgiã.E até já começou a dar aulas pela internet.
Com uma explicação teórica digna de um professor universitário, mas com as palavras que usaria uma menina, Amoy também mostra seu laboratório.
"Estes são meus tubos de ensaio", diz, apontando para pequenos cilindros. "E estes são meus béquers (recipientes de vidro usados em laboratório)", acrescenta, mostrando os instrumentos para a câmera.
"Aqui estão minhas provetas. E estes são alguns dos meus microscópios", detalha ainda, enquanto seu pai registra tudo no vídeo
Amoy vive em Atlanta, Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos, e sua paixão pela ciência começou, aos três anos, quando descobriu o microscópio com o qual seu pai estudava biologia.
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Depoimento de Varda Yoran ( Escultora israelí-estadounidense. Nació en China, vivió en Israel y actualmente en los Estados Unidos)

sábado, julho 04, 2020
Isabel Allende fala sobre o Coronavírus e do medo de morre
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| Isabel Allende |
Jequitinhonha (MG), versos que ajudam bordadeiras é enviado para Chico Buarque que responde com outro verso
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| Imagem: Érika Riani / Divulgação |
segunda-feira, maio 18, 2020
Morreu aos 73 anos, no dia 04/05/2020, Aldir Blanc
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| Antes de se dedicar apenas à música, Aldir Blanc chegou a ingressar na faculdade de medicina, mas abandonou o curso em 1973. |







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