
domingo, setembro 30, 2018
Morreu ângela Mari, a grande cantora da "Era do Rádio"

sábado, setembro 08, 2018
As Mensageiras: Primeiras Escritoras do Brasil
Maria Firmina dos Reis, Nísia Floresta, Júlia Lopes de Almeida, Carmem Dolores, Emília Freitas, Amélia Bevilacqua...
As precursoras das nossas letras vão ganhar a Câmara dos Deputados de 12 a 26 de setembro.
A exposição "As Mensageiras: Primeiras Escritoras do Brasil" pretende resgatar a memória de vinte escritoras importantes para a nossa literatura e que, por muito tempo, foram silenciadas pela historiografia e pela crítica literária.
A curadoria da mostra é de Maria Amélia Elói.
Confira o catálogo da exposição no link
👉goo.gl/Af5Jku
As precursoras das nossas letras vão ganhar a Câmara dos Deputados de 12 a 26 de setembro.
A exposição "As Mensageiras: Primeiras Escritoras do Brasil" pretende resgatar a memória de vinte escritoras importantes para a nossa literatura e que, por muito tempo, foram silenciadas pela historiografia e pela crítica literária.
A curadoria da mostra é de Maria Amélia Elói.
Confira o catálogo da exposição no link

quarta-feira, agosto 22, 2018
VI E NÃO GOSTEI!!!!!!!
Semana
passada, fui assistir a peça “Nossas Mulheres”, cujo título me despertara
curiosidade, pois segundo divulgação na internet, só havia no elenco, apenas
três (03) atores (masculinos).
Pensei,
então, no porquê de tal título – Nossas Mulheres – com tratamento gramatical no pronome possessivo.
Subtendia, no caso, que as pessoas mulheres intituladas seriam objeto de posse, ou seja, pertenceriam aos três personagens homens?
Minha curiosidade acresceu mais ainda, quando ao chegar ao teatro e ler
o programa da peça, onde, ao informar sobre o espetáculo, lá estava escrito,
entre outras coisas, que a (comédia)
“ao contrário do que sugere o título, direciona o olhar do espectador para o
comportamento das três personagens masculinas” (aqui cabe um adendo: faltou
incluir no texto, o olhar “do Público” espectador, porquanto, no dia em que fui assistir, a plateia
era, predominantemente, mulheres e, a maioria delas, idosas).
Em outra página do programa havia um destaque sobre AMIZADE – ÉTICA e
FEMINICÍDIO denotando que “a peça trata desses três temas através do olhar e da
narrativa masculina” (...) “de 3 velhos amigos” (...) “devido a um crime
cometido por um deles”. O texto finaliza, dizendo esperar que, a peça “possa
contribuir para discussões sobre o comportamento masculino na sociedade
moderna, sobre o respeito às mulheres e sobre as liberdades individuais”.
Mas, aí, eu já estava cabreira com o uso do feminicídio expressado em
tom de comédia. Porém, não tinha ideia do que viria pela frente até ter assistido,
muito a contragosto, a peça e me questionando todo o tempo, se valia a pena
ficar até o final.
Resumindo, o texto em minha opinião é um escracho, do início ao fim. É
uma comédia de mau gosto que naturaliza no decorrer do enredo as várias formas
de violência física, moral e psicológica à mulher, mesmo diante do final
inesperado, que a meu ver, exalta o suposto assassino.
E, apesar de ter como intérpretes, três excelentes atores, experientes e talentosos, os quais, possuem o perfeito domínio
cênico no palco, além de, serem dotados de um ótimo timing na
encenação humorística, ao ponto de fazer a plateia rir às gargalhadas, de algo
tão sério, como é o Feminicídio, em tudo por tudo, deixa muito a desejar. Basta ver o modo
como o tema é tratado nesse espetáculo teatral. O texto é demasiadamente
agressivo e, totalmente, inapropriado. Principalmente, se levarmos em conta o
momento atual. Estamos vivenciando uma incidência enorme nos crimes de gênero, em que mulheres
são assassinadas, não só no nosso país, mas no mundo inteiro. O feminicídio –
tipo de violência que já está contida no
Código Penal brasileiro – é considerado crime hediondo, quando
se trata de assassinato praticado
contra as mulheres, motivado pela condição de
gênero e causado pelos sentimentos de desprezo, posse e ódio ao sexo feminino. E, também, quando
tal crime envolve menosprezo e discriminação à mulher, causa primordial da
violência doméstica e familiar. Esse crime, que tem atingindo proporções significativas da população feminina
em todo o mundo, continua a ceifar a
vida de tantas e tantas mulheres no Brasil. Tanto que, no ranking mundial de
mortes de mulheres, nosso país está na quinta maior posição no mundo, segundo
dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Logo, não entendo porque usar essa triste e nefanda ocorrência do
Feminicídio, para fazer comédia, nem mesmo que seja como dizem no programa da
peça, ser a melhor forma de “contribuir para a discussão sobre o comportamento
masculino na sociedade moderna”, (pelo que vi nada houve que levasse a essa contribuição), principalmente, no que se refere ao
relacionamento desses tipos de homens, com as companheiras na vida em comum e, muito menos, sobre o
“respeito às mulheres”. Para mim, o bate-papo que se dá entre
amigos durante a encenação, não passou de um exercício perverso de linguagem
misógina, o qual, só fez ratificar a superioridade da palavra do homem, sempre quando se trata de
hostilizar, menosprezar e depreciar a mulher que por na peça ser uma figura invisível, não tem nem vez, nem voz. E tenho dito aqui, minhas impressões de desagrado total.
quinta-feira, agosto 16, 2018
Marie Curie é eleita a mulher mais influente da história
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A lista feita pela BBC também inclui nomes como Rosa Parks, Jane Austen, Simone de Beauvoir e Madre Teresa de Calcutá - Por Rafael Battaglia em 10 ago 2018Bicampeã do Nobel
Marie Curie (1867-1934) foi uma das principais cientistas da sua época, responsável por descobertas notáveis e importantes até hoje. Nascida na Polônia, ela teve uma infância difícil. Sua família era pobre e, para bancar os estudos, revezava-se com a irmã: enquanto uma trabalhava, a outra ia para a faculdade.
Formada em física e matemática pela Universidade de Paris, Marie e seu marido, Pierre, receberam o Nobel de Física de 1903 ao lado de Henri Becquerel pela descoberta da radioatividade – e por cunharem e definirem o termo. Em 1911, ela foi laureada com o Nobel de Química após ter descoberto dois elementos, o rádio e o polônio. Com isso, entrou para a seleta lista de pessoas que conquistaram o “bicampeonato” na premiação – e foi a única a ganhar em áreas científicas diferentes.
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terça-feira, agosto 14, 2018
sexta-feira, agosto 03, 2018
PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL, JÁ.
IMPERDÍVEL ESSE EVENTO QUE LUTA POR MENOS MULHERES MORTA E HUMILHADAS NA SUA DIGNIDADE DE PODER ESCOLHER
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| Opinião é de Françoise Girard, presidente da International Women’s Health Coalition: "Sabendo que banir o aborto não fará com que ele desapareça, a criminalização acaba tendo como alvo as mulheres mais pobres e marginalizadas". |
Françoise Girard é presidente da International Women’s Health Coalition (IWHC), ou, em português, Coalizão Internacional da Saúde da Mulher, uma organização não governamental fundada em 1984 com sede em Nova York. É, como o nome diz, uma instituição que se concentra em questões relacionadas aos direitos humanos, saúde e igualdade de mulheres e meninas.
quinta-feira, agosto 02, 2018
Festival de Cinema Nacional na Chapada dos Guimarães - TUDO SOBRE MULHERES
Muito cinema sobre o universo feminino, shows com Hendson Santana, Estela Cer, Fidel Fiori, Roda de Conversa, Roda de Samba com Deize Águena Moreira, Juliane Grisólia, peça de teatro Inhamor com Thereza Helena S N, apresentação de dança contemporânea com Oz Ferreira, Grupo de Siriri, Curso de Teoria de Séries com a maravilhosa Julia Leme Priolli. Serão cinco noites e quatro dias lindos! Que venha o Tudo Sobre Mulheres 2018!
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| Já imaginou ir num festival com Cinema nacional, teatro, dança, roda de samba, shows e rodas de conversa DE GRAÇA e bem pertinho de você? O Tudo Sobre Mulheres é o que você procura! De 5 a 9 de Setembro, em Chapada dos Guimarães Vai rolar muita arte! |
DADI JANKI - Uma Mulher de Uma Mente Extraordinária!!!!
Namastê!

Uma yoguini indiana, DADI JANKI, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas, como a "mente mais estável do mundo" porque, mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral.
Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.
Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranquila e sem pesos, ela respondeu:
“Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente".
Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranquila e sem pesos, ela respondeu:
“Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente".
sexta-feira, julho 27, 2018
MULHERES MARCAM PRESENÇA NO FESTIVAL DE GARANHUNS - PE - BRASIL
Uma das atrações de destaque no FIG- PE, é a Mesa de Glosas Mulheres de repente, idealizada pela poetisa Luna Vitrolira. “Como o ambiente da cantoria de viola, do improviso e das glosas, sempre foi majoritariamente ocupado por homens e muito machista, as mulheres não podiam cantar e declamar poesia na mesa de glosa. Foram pouquíssimas mulheres que subverteram essa ordem da época e conseguiram exercer a atividade artística-poética pelo Sertão”, explica Luna. “A ideia é justamente trazer essa força da voz poética feminina na contemporaneidade, nesse exercício da glosa, que durante tanto tempo foi negado. Coloco esse projeto em todo o lugar que posso e essa será a primeira vez no FIG. Todo mundo está comentando e querendo somar com a gente”, comemora. Luna vai coordenar a mesa e pautar temas voltados para questões feministas. Além dela, Mulheres de repente vai contar com Dayanne Rocha, Elenilda Amaral, Erivoneide Amaral e Francisca Araújo, que foi a primeira mulher negra a integrar uma mesa de glosas. Na ocasião, Luna Vitrolira também vai lançar o seu livro Aquenda - o amor às vezes é isso.
sábado, julho 07, 2018
Conheça as principais escritoras participantes da Flip 2018
Fonte : 03.07.2018 Gabriela Mattos
https://blog.estantevirtual.com.br/2018/07/03/conheca-as-escritoras-participantes-da-flip-2018/
Autora de Quem tem medo do feminismo negro?, lançado neste ano, Djamila Ribeiro nasceu no dia 1 de agosto de 1980, em Santos, litoral paulista. Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo, concluiu o mestrado em Filosofia Política na mesma instituição em 2015, onde continua atuando como pesquisadora. Os trabalhos da autora giram em torno de temas como feminismo, raça e gênero. Em 2017, ela lançou o livro O que é lugar de fala?.
Jornalista, escritora e professora, Isabela Figueiredo nasceu em Maputo, capital de Moçambique, em 1963. Naquela época, a cidade ainda se chamava Lourenço Marques. No entanto, ela se mudou para Portugal 12 anos depois. Em 1983, ela publicou seus primeiros textos, no caderno DN Jovem do jornal Diário de Notícias. Seu primeiro livro, Conto É Como Quem Diz, de 1988, recebeu o Prêmio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias no mesmo ano. Lançou mais dois livros, Caderno de Memórias Coloniais, em 2009, e o romance A Gorda, de 2016.
Nascida no Rio de Janeiro, em 1979, Laura Erber se formou em Letras e fez doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). Além de escritora, ela é professora e artista visual. Publicou seu primeiro livro, em 2002, sob o título Insones. Já a obra Os corpos e os dias foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria poesia, em 2008. Como artista visual, Laura exibiu suas obras em diferentes museus do mundo. Seu livro mais recente é A retornada, de 2017.
Um dos principais nomes da literatura contemporânea russa, Liudmila Petruchévskaia nasceu em 26 de maio de 1938, na União Soviética. Escritora, romancista e dramaturga, começou sua carreira escrevendo peças de teatro, que em seguida viriam a ser censuradas pelo governo soviético. Ela estudou Jornalismo na Universidade Estatal de Moscou e publicou seu primeiro livro, Immortal Love, em 1987. No entanto, os trabalhos da autora foram censurados até o fim dos anos noventa. Em 2018, veio ao Brasil para lançar a versão em português de Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, original de 2009.
Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, Portugal, em 20 de maio de 1937. A escritora cresceu em uma família tradicional e se formou em Letras pela Universidade de Lisboa. Ela lançou o livro de poemas Espelho inicial, seu primeiro trabalho, em 1960. Fez parte do grupo Poesia 61, originado a partir de uma revista de mesmo nome. Na sua lista de obras há ainda o livro Poemas do Brasil.
Compositora, escritora e pianista, Jocy de Oliveira estudou piano com José Kliass, em São Paulo, e Marguerite Long, em Paris. Ela nasceu em Curitiba, em 11 de abril de 1936. É sucessora do maestro Eleazar de Carvalho, com quem foi casada, na cadeira nº 32, na Academia Brasileira de Música. Uma de suas obras, Diálogo com cartas reúne 112 cartas recebidas ao
Professora de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP), Eliane Robert Moraes nasceu em São Paulo, em 1951. Ensaísta, ela cruza literatura e filosofia em suas obras. Como professora visitante, Eliane passou por universidades da França, Estados Unidos e Portugal. Além de escritora, é especialista em Marquês de Sade e literatura libertina do século XVIII, Georges Bataille e surrealismo francês. Entre seus livros estão Perversos, amantes e outros trágicos (2013) e Antologia da poesia erótica brasileira (2015).
https://blog.estantevirtual.com.br/2018/07/03/conheca-as-escritoras-participantes-da-flip-2018/
Assim como em 2017, evento literário deste ano reúne mais mulheres do que homens na programação. Veja quem são as autoras!
Pelo segundo ano seguido, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2018) será das mulheres. Programação do evento, que homenageia a poeta Hilda Hilst e será realizado entre os dias 25 e 29 de julho, reúne 17 escritoras e 16 homens. Por isso, preparamos uma seleção para você conhecer as principais autoras participantes do festival. Lista inclui brasileiras, como Djamila Ribeiro e Laura Erber, e estrangeiras, como Isabela Figueiredo e Liudimila Petruchévskaia. Ficou curioso? Veja a lista completa!
Djamila Ribeiro
Autora de Quem tem medo do feminismo negro?, lançado neste ano, Djamila Ribeiro nasceu no dia 1 de agosto de 1980, em Santos, litoral paulista. Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo, concluiu o mestrado em Filosofia Política na mesma instituição em 2015, onde continua atuando como pesquisadora. Os trabalhos da autora giram em torno de temas como feminismo, raça e gênero. Em 2017, ela lançou o livro O que é lugar de fala?.Isabela Figueiredo
Jornalista, escritora e professora, Isabela Figueiredo nasceu em Maputo, capital de Moçambique, em 1963. Naquela época, a cidade ainda se chamava Lourenço Marques. No entanto, ela se mudou para Portugal 12 anos depois. Em 1983, ela publicou seus primeiros textos, no caderno DN Jovem do jornal Diário de Notícias. Seu primeiro livro, Conto É Como Quem Diz, de 1988, recebeu o Prêmio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias no mesmo ano. Lançou mais dois livros, Caderno de Memórias Coloniais, em 2009, e o romance A Gorda, de 2016.Laura Erber
Nascida no Rio de Janeiro, em 1979, Laura Erber se formou em Letras e fez doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). Além de escritora, ela é professora e artista visual. Publicou seu primeiro livro, em 2002, sob o título Insones. Já a obra Os corpos e os dias foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria poesia, em 2008. Como artista visual, Laura exibiu suas obras em diferentes museus do mundo. Seu livro mais recente é A retornada, de 2017.Liudmila Petruchévskaia
Um dos principais nomes da literatura contemporânea russa, Liudmila Petruchévskaia nasceu em 26 de maio de 1938, na União Soviética. Escritora, romancista e dramaturga, começou sua carreira escrevendo peças de teatro, que em seguida viriam a ser censuradas pelo governo soviético. Ela estudou Jornalismo na Universidade Estatal de Moscou e publicou seu primeiro livro, Immortal Love, em 1987. No entanto, os trabalhos da autora foram censurados até o fim dos anos noventa. Em 2018, veio ao Brasil para lançar a versão em português de Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, original de 2009.Maria Teresa Horta
Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, Portugal, em 20 de maio de 1937. A escritora cresceu em uma família tradicional e se formou em Letras pela Universidade de Lisboa. Ela lançou o livro de poemas Espelho inicial, seu primeiro trabalho, em 1960. Fez parte do grupo Poesia 61, originado a partir de uma revista de mesmo nome. Na sua lista de obras há ainda o livro Poemas do Brasil.Jocy de Oliveira
Compositora, escritora e pianista, Jocy de Oliveira estudou piano com José Kliass, em São Paulo, e Marguerite Long, em Paris. Ela nasceu em Curitiba, em 11 de abril de 1936. É sucessora do maestro Eleazar de Carvalho, com quem foi casada, na cadeira nº 32, na Academia Brasileira de Música. Uma de suas obras, Diálogo com cartas reúne 112 cartas recebidas ao Selva Almada
A argentina Selva Almada nasceu na província Entre Ríos, em 5 de abril de 1973, e é considerada uma das grandes revelações da literatura latino-americana. Formada em Comunicação Social e Literatura, seus primeiros textos foram publicados na revista Análisis. Ela dirigiu um projeto literário chamado CAelum Blue e lançou o primeiro livro, Mal de Muñecas, em 2003. No Brasil, a jornalista já publicou os livros O vento que arrasa, em 2012, e Garotas mortas, em 2018.
Leila Slimani
Leila Slimani é uma das principais autoras contemporâneas. Ela nasceu em Rabat, no Marrocos, no dia 3 de outubro de 1981. Além de escritora, ela é jornalista e participa pela primeira vez da Flip neste ano. Em 2016, Leila conquistou o Prêmio Goncourt pelo romance Chanson douce, publicado no Brasil com o título Canção de Ninar.
Eliane Robert Moraes
Professora de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP), Eliane Robert Moraes nasceu em São Paulo, em 1951. Ensaísta, ela cruza literatura e filosofia em suas obras. Como professora visitante, Eliane passou por universidades da França, Estados Unidos e Portugal. Além de escritora, é especialista em Marquês de Sade e literatura libertina do século XVIII, Georges Bataille e surrealismo francês. Entre seus livros estão Perversos, amantes e outros trágicos (2013) e Antologia da poesia erótica brasileira (2015).quinta-feira, junho 14, 2018
ABORTO LEGAL APROVADO NA ARGENTINA
DEPOIS DE ONTEM, DIA 12/06/2018, QUANDO AS MULHERES ARGENTINAS SAÍRAM ÀS RUAS - DE VERDE - PRA PEDIR A APROVAÇÃO DO ABORTO LEGAL, CONSEGUIRAM POR FIM, A VITORIA DA LEGALIZAÇÃO.
terça-feira, maio 29, 2018
O"SIM" da Irlanda ao direito ao aborto
| Foto: AFP/GETTY IMAGES |
Com o Referendo realizado na Irlanda no dia 26/05/2018, o aborto é legal e descriminalizado com 66, 4% dos votos.
É, realmente, uma grande decisão, principalmente em um pais com fortes influências da Igreja Católica, com as leis contra o aborto dentre as mais rígidas do mundo chegar a vitoria após o resultado da apuração da eleição nesse último sábado, dia 26/05/18.
Declarou Varadkar - Primeiro Ministro da Irlanda à rede pública RTE: "As pessoas decidiram que queremos uma constituição moderna para um país moderno, que confiamos nas mulheres e que as respeitamos o suficiente para tomar a decisão certa sobre a sua saúde. O que vemos é o ponto culminante de uma revolução silenciosa que vem ocorrendo na Irlanda nas últimas duas décadas".
O Aborto, não era permitido ser praticado nem em casos de estupro ou má formação, somente quando o feto acarretava riscos à saúde da gestante. As alterações se fazem mais do que necessários, pois na Europa, alem da Irlanda que muda agora legaliza, somente Irlanda, Malta e Polônia ainda proíbem o aborto.
Esperamos que o Brasil não esmoreça na sua luta e possa em breve também vir a comemorar essa vitória para as mulheres que morrem e sofrem humilhação e perseguição de toda espécie por conta de uma legislação caduca e descabida
quarta-feira, maio 16, 2018
Em Cannes - 2018 - 82 Mulheres Exigiram Igualdade Salarial no tapete vermelho
| O número 82 corresponde à quantidade de mulheres que já competiram nas 71 edições acontecidas até esse ano no mais famoso Festival europeu que acontece todo ano na França. Já a quantidade de homens que disputaram o mesmíssimo prêmio foi de 1.600 |
quarta-feira, maio 09, 2018
Festival de Cannes 2018 - Mulheres Negras estarão lá PROTESTANDO
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| Atriz Aïssa Maïga - uma das autoras do livro |
Atrizes francesas negras, escreveram um livro manifesto, Noire n’est pas mon métier (“Negra não é a minha profissão”, em tradução livre). Elas denunciam o preconceito existente na indústria cinematográfica da França que - segundo afirmam - sempre tem menor remuneração, menos propostas de emprego, além do que, suas personagens são secundárias e só lhes oferecem para atuar apenas em papéis secundários ocupados por camadas menos favorecidas social e financeiramente como nos serviços domésticos e outras funções similares ao contrário das mulheres brancas, suas colegas de profissão.
O 71º Festival de Cannes ainda vai acontecer e já de agora, as dezesseis atrizes signatárias do livro-manifesto confirmaram a presença delas no tapete vermelho de Cannes com a intenção de denunciar publicamente sua causa por igualdade e o fim da discriminação e desqualificação identitária que lhes são impostas pela indústria do audiovisual local.
Os vários depoimentos feitos por elas denunciam as diversas formas de racismo no cotidiano da profissão. A atriz Nadège Beausson-Diagne , por exemplo, rechaça frases recorrentes como "Felizmente você tem traços finos", "Você fala africano?", ou "Você não é clara o suficiente para interpretar uma mestiça".
Outra das 16 autoras do livro, Aïssa Maïga (veja foto acima) diz em veemente depoimento: "Nossa presença nos filmes franceses se deve frequentemente à necessidade inevitável ou anedótica de ter um personagem negro".
Vamos, portanto, aguardar essa contudente investida de denúncia - mais do que necessária - no próximo Festival de Cannes.
quarta-feira, abril 18, 2018
Faleceu Dona Ivone Lara. ( 16/04/2018) A MPB está muito mais triste
O texto abaixo, que transcrevo em homenagem a essa grande artista da Música Popular Brasileira, que faleceu no dia na noite de segunda-feira do dia 16 de abriu de 2018, aos 97 anos, depois de três dias internada foi retirado do meu livro A musa sem máscara - A imagem da mulher na música popular brasileira:
Dona Ivone Lara - Filha de violonista. Começou na MPB como integrante do Bloco dos Africanos e do Rancho Flor de Abacate. Aos seis anos ficou ficou órfã do pai e da mãe e foi internada em um colégio, onde permaneceu até os dezesseis anos. Lá aprendeu música com as professoras Lucília Guimarães Villa Lobos e Zaíra Oliveira, mulher do compositor Donga. Participou, na Rádio Tupy, do Orfeão dos Apinacás, regido por Heitor Villa Lobos. Saindo do colégio, aprendeu a tocar cavaquinho, com um tio que integrava um grupo de chorões. Começou a compor ainda menina, com doze anos. Sua primeira música foi Tiê-tiê, inspirada em um pássaro que ganhou de presente. A partir de 1945, quando começou a frequentar a Escola de Samba Prazeres de Serrinha, compôs muitos sambas que eram mostrados como se fossem dos primos também compositores, Mestre Fuleiro e Hélio. O preconceito vigente não permitia à mulher ser sambista. Mesmo assim, em 1947. já casada com o filho do presidente da Escola, fez um samba com o título Nasci para sofrer, com o qual a agremiação desfilou no carnaval. Tornou-se assim, a primeira mulher a compor samba enredo, derrubando mais um tabu contra o sexo feminino. Obteve outra vitória na sua carreira de compositora, em 1965, na comemoração do do quarto centenário do Rio de Janeiro; a Império Serrano ( Escola para onde havia se transferido desde o desaparecimento da Prazeres da Serrinha) escolheu sua música Os cinco bailes tradicionais da história do Rio - feita em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau - para ser o samba enredo daquele carnaval. Apesar de todos os seus dotes de compositora, cantora e exímia instrumentista, só em 1978, com 56 anos de idade, veio a a ser reconhecida fora dos limites das quadras de samba. Seus maiores sucessos dessa nova fase foram os sambas Sonho meu e Alguém me avisou. Este último com toques autobiográfico, como se pode ver na letra transcrita abaixo:
Eu estou aqui, o que é que há
Forma me chamar
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
Sempre fui obediente
Mas não pude resistir
Foi numa roda de samba
Que juntei-me aos bambas
Pra me distrair
Quando eu voltar na Bahia
Terei muito que contar
Ó padrinho não se zangue
Que eu nasci no samba
E não posso parar
Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há.
quinta-feira, abril 05, 2018
Sophia de Mello Breyner Andresen -primeira mulher a receber o Prêmio Camões, em 1999
Fonte:http://notaterapia.com.br
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi um dos grandes nomes da poesia portuguesa do século XX. Destacou-se como a primeira mulher a receber o Prêmio Camões, em 1999.
Frequentou o curso de Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, porém acabou não concluindo. Em 1940, publicou seus primeiros versos em Cadernos de poesia. A partir de 1944, dedicou-se integralmente à literatura. Após o nascimento dos filhos, começou a escrever contos infantis. Além de literatura infantil, Sophia também escreveu contos, artigos, ensaios e traduziu obras para o francês e para o português. Em 1964, recebeu o grande prêmio de poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pela sua obra Livro Sexto (1962).
Teve atuação política como opositora do governo salazarista e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime. Foi fundadora da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos e eleita para a Assembléia Constituinte pelo Partido Socialista, em 1975.
O universo temático da autora é bastante rico, abrangendo a infância e a juventude (nos primeiros poemas), o tempo, as coisas, os seres, a religiosidade e a natureza, principalmente, o mar. Sua escrita é marcada pelo lirismo e por uma linguagem intimista. Também é possível perceber a influência da literatura clássica e a aproximação com a tradição grega.
Teve atuação política como opositora do governo salazarista e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime. Foi fundadora da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos e eleita para a Assembléia Constituinte pelo Partido Socialista, em 1975.
O universo temático da autora é bastante rico, abrangendo a infância e a juventude (nos primeiros poemas), o tempo, as coisas, os seres, a religiosidade e a natureza, principalmente, o mar. Sua escrita é marcada pelo lirismo e por uma linguagem intimista. Também é possível perceber a influência da literatura clássica e a aproximação com a tradição grega.
Confira alguns poemas:
O MAR DOS MEUS OLHOS
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma
LIBERDADE
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Exílio
Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades
MAR SONORO
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
AS ROSAS
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
A PAZ SEM VENCEDOR E SEM VENCIDOS
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ter melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos.
A paz sem vencedor e sem vencidos
OS DEUSES
Nasceram, como um fruto, da paisagem.
A brisa dos jardins, a luz do mar,
O branco das espumas e o luar
Extasiados estão na sua imagem.
Data
Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação
Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo que mata quem o denuncia
Tempo de escravidão
Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rastro
Tempo da ameaça
Pudesse eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
MAR
I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.
Inicial
O mar azul e branco e as luzidias
Pedras: O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.
Ausência
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num País sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
Poema de amor de António e Cleópatra
Pelas tuas mãos medi o mundo
E na balança pura dos teus ombros
Pesei o ouro do Sol e a palidez da Lua.
Os ritmos
Inventei a dança para me disfarçar.
Ébria de solidão eu quis viver.
E cobri de gestos a nudez da minha alma
Porque eu era semelhante às paisagens esperando
E ninguém me podia entender.
Poema Azul
O mar beijando a areia
O céu e a lua cheia
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu
E a lua cheia
Que prateia os cabelos do meu bem
Que olha o mar beijando a areia
E uma estrelinha solta no céu
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu e a lua cheia
um beijo meu
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