quinta-feira, dezembro 27, 2012

Morre Zuleika Alambert aos 90 anos

27 de Dezembro de 2012 








SANTOS - Primeira mulher da Baixada Santista a conquistar uma cadeira na Câmara de Deputados, em São Paulo (SP), a ex-deputada estadual Zuleika Alambert morreu nesta quinta-feira (27), no Hospital Rio em Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ). Nascida em Santos (SP) em 23 de dezembro de 1922 - havia completado 90 anos recentemente - foi eleita à Assembleia Legislativa em 1947, com apenas 24 anos. Além de ser a primeira mulher da região, foi uma das primeiras do Brasil, fato que a inseriu definitivamente na história do País.
 
Internada no hospital carioca devido anemia crônica, Zuleika passou mal na última terça-feira (25) e precisou ser internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com urgência. O quadro médico não evoluiu, o que resultou no falecimento da ex-deputada. 
 
História - Eleita deputada estadual representando Santos (SP) em 1947, Zuleika Alambert era do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e entrou para a história como a primeira mulher da região a integrar a Assembleia Legislativa de São Paulo e uma das primeiras do Brasil. Filha de Juvenal Alambert e Josepha Alambert e nascida no bairro do Paquetá, na Rua 7 de Setembro, mudou definitivamente para o Rio de Janeiro (RJ) após retornar do exílio político que durou de 1969 a 1979.
 
Ainda vivendo em Santos, durante a Segunda Guerra Mundial, integrou a Liga de Defesa Nacional, que combatia o Estado Novo e exigia o rompimento do governo do ex-presidente Getúlio Vargas com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Seu envolvimento com esse grupo a inseriu entre as frentes comunistas no Brasil. Fato que, mais tarde, colaborou com seu exílio a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a antiga União Soviética.
 
Autora dos livros Uma Jovem Brasileira na URSS, de 1953, Estudantes Fazem História, de 1964, Feminismo: O Ponto de Vista Marxista, de 1986, entre outros,  Zuleika era uma líder feminista que lutou pelos direitos sociais no Brasil. Quando deputada apresentou um projeto para uma espécie de abono de Natal, que mais tarde serviu como embrião da criação do 13º salário. Seu nome está entre os 1.500 verbetes do Dicionário Mulheres do Brasil.
Fonte:  redemulheremidia@googlegroups.com em nome de nilraci
redemulheremidia@googlegroups.com em nome de nilraci

sábado, dezembro 15, 2012

MULHER X DUPLA JORNADA


 
As mulheres brasileiras que trabalham e, ao mesmo tempo, precisam cuidar da casa consideram o seu cotidiano extremamente cansativo, apontou uma pesquisa realizada pela organização feminista SOS Corpo e os institutos Data Popular e Patrícia Galvão. No estudo, 75% da população feminina consultada dizem enfrentar uma rotina exaustiva, enquanto 18% não sofrem desse problema e 7% não sabem afirmar.
De um total de 800 mulheres pesquisadas, 98% disseram que, além de trabalhar, precisam se dedicar à casa. Dessas, 63% recebem ajuda, 10% recebem ajuda paga e 27% estão sozinhas nos afazeres domésticos. A participação dos homens nessas tarefas é baixa, 71% das mulheres não contam com nenhum auxílio masculino.
De acordo com Verônica Ferreira, mestre em políticas públicas e pesquisadora da SOS Corpo, os principais objetivos da pesquisa foram avaliar como as mulheres brasileiras enfrentam a dupla jornada de trabalho e subsidiar políticas públicas que ofereçam apoio à mulher.
A pesquisa ouviu, entre março e abril deste ano, mulheres que trabalham fora, com idade entre 18 e 64 anos, nos estados do Pará, do Ceará, de Pernambuco, da Bahia, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Uma pesquisa qualitativa também envolveu 80 mulheres de São Paulo e do Recife, no período de junho a julho deste ano.
Entre os resultados do levantamento, o que mais chamou a atenção de Verônica foi a preocupação das mulheres com a falta de tempo para se cuidar. Do total de 68% de entrevistadas que reclamaram de falta de tempo, 58% queixaram-se de não conseguir dedicar momentos a elas mesmas. “Há 20 anos, talvez isso não fosse dito, porque esse tempo sequer era visto como necessário. Era tão natural que a mulher existe para cuidar dos outros, que 58% delas dizendo isso, para nós, é um dado relevante”, disse.
“Como boa parte das profissões da mulher da classe média é atendimento ao público, ela precisa também investir mais em si mesma. Ir mais ao salão, comprar mais roupa, fazer drenagem linfática e tudo mais”, acrescentou um dos coordenadores da pesquisa, Renato Meirelles, do Data Popular.
O restante das entrevistadas reclamou de não ter executam tempo para ficar com família e filhos (46%), para se divertir (42%) e para dormir e descansar (32%). Entre todas as mulheres ouvidas, 60% disseram dormir menos do que oito horas por noite.
Apesar da rotina corrida e da falta de tempo, 91% das mulheres consideram o trabalho fundamental para suas vidas. Porém, segundo Meirelles, o fato de a profissional precisar exercer uma dupla jornada gera uma disputa injusta no mercado de trabalho.
“A pesquisa mostrou claramente que, quanto maior a escolaridade, maior a desigualdade de salários entre homem e mulher. Isso ocorre porque as mulheres não têm condições de crescer mais dentro das empresas que o homem, a não ser que ela abra mão da maternidade, das outras atividades que ela queira desenvolver”, disse Meirelles.
Nesse contexto de competição no trabalho, 63% das entrevistadas concordaram com a ideia de que mulheres sempre ganham menos que os homens, enquanto 27% discordaram da afirmação. 10% das consultadas não concordaram, nem discordaram.
Outro dado apontado pela pesquisa, feito com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a estimativa do valor do trabalho feminino dentro de suas casas. Se ele fosse pago, somaria R$ 67,5 bilhões por mês em todo o país.
“Esse é um indicador importante de quão gratuito é o trabalho das mulheres. O importante não é que esse dinheiro seja pago para as mulheres por meio de bolsas ou de ajuda, mas que ele seja socializado, transforme-se em políticas públicas, como ampliação do acesso a creches, pré-escolas em tempo integral”, avalia a professora doutora em sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bila Sorj.
A pesquisa apontou que as principais melhorias que poderiam ser viabilizadas pelo governo são creche (16% das mulheres consultadas) e transporte (16%). Em seguida ficou emprego (14%), ensino para elas (10%), salário (8%) e escola para os filhos (7%).
Uma constatação positiva do estudo foi que as novas gerações poderão ser responsáveis por uma mudança desse cenário. Enquanto 27% dos homens entre 35 e 64 anos lavam louça, por exemplo, 40% dos que têm idade entre 18 e 34 realizam essa tarefa.“A mulher está insatisfeita com o homem e vai cobrar cada vez mais uma participação mais efetiva”, diz Meirelles.
Verônica concorda  com a possibilidade de uma renovação da postura entre os jovens. “Será que estamos diante de uma mudança da identidade masculina? Um afrouxamento do medo do homem em assumir as tarefas domésticas? Porque, em geral, as dificuldades que o homem tem em lavar, passar, limpar o banheiro ainda continua a existir porque, ao fazer essas atividades, é como se deixasse a identidade masculina de lado”, avaliou.
Fonte: EBC & Blog Mulher Negra - Postado por Monica Aguiar

sexta-feira, novembro 30, 2012

1º Concurso Curta Documentário Sobre a Lei Maria Da Penha



Para saber mais acesse: 
www.curtamariadapenha.com.br


segunda-feira, novembro 26, 2012

Violência Contra a Mulher



Violência contra a Mulher



Veja no site: MAPA DA VIOLÊNCIA - CEBELA - Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos FLACSO - Brasil

CADERNO COMPLEMENTAR 1 - HOMICÍDIO DE MULHERES NO BRASIL

Como já fizemos em ocasiões anteriores, estamos divulgando um complemento ao Mapa da Violência 2011, centrado na problemática da vitimização feminina por homicídios. São poucas as informações sobre o tema que encontramos disponíveis ou que circulam em âmbito nacional. Dada a relevância da questão, julgamos oportuno elaborar um estudo específico e divulgá-lo separadamente.
pdfCaderno 1
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 Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

 Debate online dia 28/11/2012 de 10 as 12 horas no link www.cfp.org.br‏

http://site.cfp.org.br/violencia-contra-a-mulher-e-tema-de-debate-online/

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e na próxima quarta-feira (28), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) vai realizar o debate online “Violência contra a Mulher - Psicologia e Políticas Públicas: Desafios para a Democracia”. O evento ocorrerá na sede do Conselho, em Brasília, e será transmitido, ao vivo, pelo site do Conselho, das 10h às 12h.
As políticas públicas para enfrentamento da violência contra a mulher, além da presença da Psicologia nos serviços de acolhimento a mulheres em situação de violência, reflexões sobre estereótipos, preconceito e homofobia e os avanços da Lei Maria da Penha no enfrentamento da violência de gênero são alguns dos temas que serão abordados.
Entre as participantes confirmadas, estão a professora de direito penal e constitucional da Universidade Católica de Brasília (UCB), Soraia da Rosa Mendes, também coordenadora do Grupo de Pesquisa Política Criminal e Direitos Fundamentais; a psicóloga com atuação na área de saúde pública e direitos humanos, Adriana Reis, que atualmente trabalha na Coordenação de Humanização da Secretaria Executiva de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa); e a  Coordenadora da Casa Beth Lobo- Centro de Referência para Mulheres em Situação de Violência da Prefeitura de Diadema-SP e conselheira do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, Janaína Leslão Garcia.
Estatísticas
A violência por motivos de gênero inclui violência sexual, exploração e abuso, provocando danos físicos e psicológicos. Neste mesmo instante, mulheres estão sofrendo violência no Brasil. De acordo com dados da Secretaria de Política para as Mulheres, apenas entre janeiro e setembro de 2012, foram realizados 561.298 atendimentos pela Central de Atendimento às Mulheres, conhecido como Ligue 180. Desse total, 68.396 foram denúncias de violência, sendo que 27.638 mulheres relataram sofrê-la diariamente.
Para resgatar esta dívida histórica, o CFP e o sistema Conselhos de Psicologia têm realizado várias ações.  A Psicologia é uma profissão que tem 89% dos profissionais do sexo feminino, as quais assumem em seu cotidiano o desafio pela construção da equidade cívica, social e de direitos pela autonomia econômica, cultural, politica e do trabalho das mulheres.
A primeira fase da pesquisa Profissão e Gênero no Exercício da Psicologia no Brasil, finalizada em junho deste ano, revelou que, das 1,5 mil pessoas ouvidas, 23% já disseram ter sido vítima de violência em algum momento da vida. O próximo passo da pesquisa é a análise dos dados coletados para encontrar formas de estabelecer uma visão abrangente sobre a vida de todas aquelas que se dedicam à Psicologia.
A participação e a intervenção dos profissionais nos efeitos do feminino são propositivos para a mudança efetiva da cultura hegemônica, historicamente presente nas relações com as mulheres.

sábado, outubro 27, 2012

Ministros da França tomam lições contra o machismo


Bem que o Brasil podia copiar essa ideia, não só na esfera política mas em todas as empresas, nas instituições de ensino, nos meios de comunicação  etc e tal.

Ministros da França tomam lições contra o machismo

Ideia é da titular do novo Ministério de Direitos das Mulheres.
Objetivo é evitar gafes e constrangimento de subordinadas.

Ministros do novo governo socialista da França estão comparecendo a um curso antissexismo com aulas sobre linguagem inadequada e estereotipada e dicas para evitar gafes.
As aulas de uma hora de duração, que também abrangem a disparidade salarial e violência doméstica, foram ideia de Najat Vallaud-Belkacem, chefe do recriado Ministério de Direitos das Mulheres e também porta-voz oficial do governo.
As sessões são parte de um esforço para eliminar o machismo na política, em uma nação com tradição de ignorar os ocasionais incômodos que subordinadas do sexo feminino sofrem por homens no poder.
Alegações sobre a conduta do político socialista e ex-chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foram o pontapé inicial para um debate aprofundado na França no ano passado.
O premiê francês, Jean-Marc Ayrault, e a ministra de Direitos das Mulheres Najat Vallaud-Belkacem, na Assembleia Nacional, em 23 de outubro (Foto: AFP)
Ele estava a poucos dias de anunciar que iria concorrer à Presidência francesa quando a polícia o prendeu, em Nova York, depois que uma empregada de hotel alegou que ele havia tentado estuprá-la. Promotores de Nova York depois retiraram as acusações.
Assobios no Parlamento para uma ministra do novo governo aumentaram a preocupações de que alguma orientação era necessária.
"Os ministros adoraram", disse uma fonte do governo sobre o curso. "Eles estão vindo com ideias sobre onde e como podem colocá-las em prática."
Doze ministros já estiveram presentes, incluindo o chanceler Laurent Fabius e o ministro das Finanças, Pierre Moscovici, e mais 26 inscreveram-se.
"Para aqueles que já estão cientes destas questões, é bom ouvi-las novamente. Para aqueles que não são, é especialmente útil ", disse uma fonte próxima a Moscovici, um ex-aliado de Strauss-Kahn.
O presidente socialista François Hollande tem procurado estabelecer um novo tom, nomeando o mesmo número de mulheres e homens para cargos de ministros, pela primeira vez na história da França.

 

Fonte:g1.globo.com/mundo/notícias,        

domingo, julho 08, 2012

CALENDÁRIO FEMINISTA




MÊS DE JULHO


Dia 24 -O Google  homenageia hoje o 115o. aniversário de Amelia Earhart, primeira mulher a cruzar sozinha o oceano Atlântico.
Fonte: Faceboock de Beth Salgueiro


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DIA 25 de Julho - Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

Em 1992, na República Dominicana, cerca de 400 mulheres negras do mundo inteiro, reunidas para o 1º. Encontro de Mulheres Negras da América Latina e Caribe firmaram o 25 de julho como o Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe, a ser celebrado em clima de reflexão, luta e festividade.
Essa data vai além da celebração do Dia Internacional da Mulher, à medida que marca a luta pelos direitos humanos das mulheres negras no intuito de visibilizá-las, possibilitando assim a discussão de temas relativos à condição das mesmas, apontando para a superação das desigualdades históricas baseadas na opressão de classe, gênero e raça.
Comemorara o dia 25 de julho é assumir o inteiro teor da luta antiracista, unindo as lutas do povo negro às da plataforma feminista para transformar a mentalidade e as práticas discriminatórias, contribuir para a implementação de políticas públicas e oportunizar maior participação e cidadania às mulheres negras.
O Fórum Estadual de Mulheres Negras de Goiás, tendo o Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado na coordenação, lidera as comemorações do dia 25 de julho, “Dia da Mulher Negra na América Latina e no Caribe”, como parte de sua luta para promover as mulheres negras, combater a violência e a discriminação racial, de gênero, construindo um mundo em que a diversidade seja valorizada.
Neste ano de 2012, em Goiás celebramos o XVII Ano do Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe. A proposta é avançar na luta feminista e manter uma programação durante todo o mês de julho. Sob o tema “Nosso corpo é nosso Território” realizaremos uma campanha em favor da inclusão das mulheres negras em espaços de participação política, social, econômica, cultural e religiosa.
Portanto abordar a temática “Nosso corpo é nosso Território” de forma ampla, focalizando e denunciando as hierarquias que excluem as mulheres negras de participar da produção e socialização dos bens materiais e culturais será uma etapa deste ano, para as mulheres negras em Goiás.
Objetivos
· Celebrar em Goiás o dia da mulher negra da América Latina e Caribe sob o tema “Nosso corpo é nosso Território”
· Manifestar à sociedade, por meio de ato público e panfletagem, a importância do combate ao racismo e à violência de gênero
· Debater a temática “Nosso corpo é nosso Território”, em rodas de conversa na cidade de Goiânia e Região Metropolitana.
· Realizar ações educativas e de reflexão, por meio de encontros e distribuição de material impresso, sobre o Dia da Mulher Negra com a luta por justiça socioambiental nos seguintes municípios: Senador Canedo, Aparecida de Goiânia , Minaçu, Silvania, Trindade, Goiânia
· Preparar mulheres negras para liderar ações políticas e culturais vivenciadas na Cupula dos Povos – Rio + 20 com temas extratégicos sobre Direitos, Justiça Social e Ambiental, Defesa dos Bens Comuns, Contra a Mercantilização, Soberania Alimentar, Energia e Indústrias Extrativas, Trabalho: Por uma Outra Economia e Novos Paradigmas de Sociedade;
Grupo de Mulheres Negras Dandara do Cerrado
Fone: (62) 3945-4853 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (62) 3945-4853 end_of_the_skype_highlighting / Fax: 3286-4907



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Pernambuco Comemora o Dia 25 de Julho em Praça Pública  Homenagem às  Mulheres Afro-Latino-Americana e Caribenha 

O Coletivo de Entidades Negras (CEN) antecipou  a sua programação em homenagem ao  Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe e no dia 20 de julho realizou  no Parque Treze de Maio, uma  festa com muita música, e uma feira de artesanato e gostosuras feitas pelas próprias organizadoras do evento, o que durou a tarde inteira, onde não só  a alegria deu o seu  tom - no ato público ao ar livre - mas a proposta maior foi atingida: chamar atenção de um maior número de pessoas para a luta do  Coletivo com vistas a findar o preconceito ainda existente e, também, conscientizar a população para a necessidade de garantir direitos e oportunidades iguais, independente da raça, nacionalidade e etnia.

Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha


NA INTENÇÃO DE IMPRIMIR MUSICALIDADE A ESSE DIA, ESCOLHÍ UMA LETRA DO REPERTÓRIO DA MPB QUE PRESTA HOMENAGEM À MULHER-SUL AMERICANA E  PARA AS DO CARIBE, TAMBÉM:











DESCOBERTA DA AMÉRICA
Taiguara

Eu vejo o mundo como um grande quarto escuro,
Onde a verdade é possuída por prazer.
No leito impuro onde se larga e se abandona,
A flor humana, renascida pra sofrer.

Eu vejo o mundo como um rio de águas turvas,
Que só refletem o céu sombrio, sem o azul.
E na incerteza desse rumo em suas curvas,
Vejo o meu povo, vejo a América do Sul.

Mulher que eu sei que vai despertar
Ferir a fome, fazer cantar,
Que um sol nasceu nas enchentes,
Que há luz na sorte das gentes,
Que o amor da gente vai ter seu lar...

Vem linda e livre que eu vou te amar
Minha Amazona meu rio-mar
Meu sangue corre em teu leito
Meu sangue escorre em meu peito
Meu sangue morre de te esperar.

Enquanto o sol me ascende a sede nesse Norte
Teu transi Atlântico faz forte meu amor
Teu ser Pacífico faz guerra a minha morte
Eu tenho a vida devolvida em teu vapor.

Minha morena eu te quero ver cantando
Alimentando meu viver com a tua paz
Teu corpo imenso se integrando e se entregando
A quem te amou e a quem sangrou por teus iguais.

Janela aberta pro mesmo sol
Que nos desperta da mesma dor
Eu sinto aberta a ferida
Que a luta incerta da vida
Abriu na carne de quem sofreu...

Janela aberta pro mesmo sol
Que nos desperta prum novo amor
O céu te oferta o futuro
Que o som liberta do escuro
Pra descoberta do que é teu...

Apaixonado

E para finalizar essas homenagens aqui assinaladas, pois seria impossível listar todas as que que foram proferidas nesse dia 25 de julho (acontecidas somente aqui no nosso país),  é imprescindível que, sendo o Brasil, país detentor de uma grande maioria populacional de mulheres negras esse blog não deixasse de prestar esse preito de reconhecimento à luta antidiscriminatória das mulheres negras por seus direitos civis, saúde integral, inclusão sócio-econômica e igualdade de oportunidade a educação, ao mercado de trabalho e moradia. Isso faço, portanto, através das palavras  que seguem abaixo, de Mônica Aguiar, autora do blog:

Eu Mulher Negra
                   
dedico parabéns sempre para todas as mulheres!
Mas neste momento em especial,

momentos de tantas reflexões,

são para as Mulheres Negras que TODAS devem devoção.
Pela resistência.
Pela luta.
Pela solidariedade.
Pela compreensão.
Pela vontade de viver.
Pela coragem de sobreviver entre tantas atribulações.
Companheiras e parceiras!
Salve, salve Candaces!
Rainhas guerreiras!
Donas da verdadeira história.
Da nossa história.

Eu dedico este poema, um samba-enredo .
CANDACES
Autores: Dudu Botelho, Marcelo Motta, Zé Paulo e Luiz Pião

Majestosa África
Berço dos meus ancestrais
Reflete no espelho da vida
A saga das negras e seus ideais
Mães feiticeiras, donas do destino...
Senhoras do ventre do mundo
Raiz da criação
Do mito à História
Encanto e beleza
Seduzindo a realeza
Candaces mulheres, guerreiras
Na luta... justiça e liberdade
Rainhas soberanas
Florescendo pra eternidade (BIS)
Novo mundo, novos tempos
O suor da escravidão
A bravura persistiu
Aportaram em nosso chão
Na Bahia, alforria
Nas feiras, tradição
Mães de santo, mães do samba!
Pedem proteção
E nesse canto de fé
Salgueiro traz o axé
E faz a louvação
Odoyá, Iemanjá; Saluba Nana
Eparrei Oyá
Orayê yê o, Oxum
Oba xi oba (BIS)



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MÊS DE AGOSTO

 Dia 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha — Lei 11.340 /2006— que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher, completa seis anos.
Nessa data, o então presidente Lula sancionava uma das leis mais importantes do Brasil. Nascia assim a Lei Maria da Penha, que veio para proteger as mulheres brasileiras da violência, da impunidade e do machismo.

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MÊS DE NOVEMBRO

20/11 -  Dia Nacional da Consciência Negra
Dia de denúncia, protesto e resistência em memória do martírio e morte de Zumbi dos Palmares no ano de 1695.
Protesto contra a ideologia da democracia racial. Resistência, que está no espírito de Zumbi e presente na esperança do povo negro!
 
 
 25/11 -  Dia Internacional pela Eliminação da Violência
O Dia 25 de novembro foi declarado, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, no primeiro Encontro Feminista da América Latina e caribe realizado nacidade de Bogotá em 1981, como justa homenagem a "Las Mariposas" codinome utilizado em atividades clandestinas, pelas irmãs Mirabal, Minerva, Pátria e Maria Tereza, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas nesta data em 1960, pela ditadura de Rafael Leônidas Trujillo.
 
27/11 - Ratificação pelo Brasil, em 1994, da Convenção Interamericana para PREVENIR, PUNIR e ERRADICAR a VIOLÊNCIA contra a MULHER -
CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ
Ratificada pelo Brasil em 1995. Define como violência contra a mulher “qualquer ato ou conduta baseada nas diferenças de gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública quanto na esfera privada. Aponta, ainda, direitos a serem respeitados e garantidos, deveres dos Estados participantes e define os mecanismos interamericanos de proteção. (pg.37). Promulgada por meio do decreto nº 1973, em 1º de agosto de 1996.




 
 


sábado, março 17, 2012

Eva Blay é entrevistada pela Folha de São Paulo sobre governo da Presidenta Dilma e possíveis mudanças de paradígmas.


Socióloga, professora da USP e histórica militante feminista, foi eleita suplente de Fernando Henrique Cardoso para o Senado nos anos 1990 tornando-se em 1993, senadora pelo PSDB, quando FHC foi nomeado pelo então Presidente da República Itamar Franco para compor o quadro de ministro.
Como senadora Blay apresentou projeto descriminalizando o aborto, enfrentando a ira de religiosos. Numa ocasião ela falou: – “Diziam até que eu era representante do diabo.” Para ela, as igrejas resistem ao tema por razões políticas. E acrescenta: "Essas igrejas preferem a morte das mulheres, uma forma de punir a sexualidade feminina". Ela também tece comentários elogiosos à Presidenta Dilma por nomear a Ministra Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres e afirma que a nomeação tem uma importância muito grande ao afirmar categoricamente: “a nova ministra significa um passo à frente”. Enfim, é taxativa ao expor sua opinião os valores patriarcais ainda vigente e sobre a violência contra as mulheres: “Só vamos superar esse problema quando, juntamente com os homens, mudarmos os valores patriarcais ainda em vigor no país. Vale repetir que ninguém é dono de ninguém e quem ama não mata”.
Segue abaixo a entrevista na íntegra:
Folha – Qual sua opinião sobre a comissão do Senado que sugeriu flexibilizar a legislação sobre o aborto?
Eva Blay – Achei muito importante a iniciativa do Senado de criar uma comissão de juristas para tratar de várias questões, inclusive da interrupção da gravidez. As propostas são sensíveis e respeitam os direitos das mulheres.
Folha – Países como Portugal e Itália, onde a religião é forte, legalizaram o aborto. Por que esse tema é tão difícil no Brasil?
Eva Blay – A resistência da parte de algumas igrejas tem no fundo um teor político. Isto é, intervém sobre o voto eleitoral que elas procuram conduzir. Essas igrejas preferem a morte das mulheres, uma forma de punir a sexualidade feminina. Curioso que nada é dito sobre os homens, que, aliás, são tão responsáveis quanto as mulheres pela gravidez.
Folha – Como avalia o governo Dilma?
Eva Blay – Eleger uma mulher no Brasil para a Presidência foi um grande passo. Mas não bastaria apenas ser mulher. Dilma está fazendo um excelente governo no campo dos direitos sexuais e reprodutivos. Nomeou mulheres competentes para cargos ministeriais importantes, com isso traçou um novo paradigma no processo de igualdade de oportunidades para homens e mulheres.
Folha – A nomeação da ministra Eleonora Menicucci gerou reações entre os evangélicos.
Eva Blay – Nomeá-la para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi excelente. Eleonora reúne competência profissional, visão feminista, atestada em suas obras na universidade e nos movimentos sociais. A reação conservadora a Eleonora revela que ela significa um passo à frente.
Folha – Onde houve mais avanços nos direitos das mulheres?
Eva Blay – Avançamos muito, com ou sem a ajuda dos partidos políticos. Nosso maior problema ainda é a violência contra a mulher de todas as idades.Só vamos superar esse problema quando, juntamente com os homens, mudarmos os valores patriarcais ainda em vigor no país. Vale repetir que ninguém é dono de ninguém e quem ama não mata.
Folha – Deveria vigorar uma lei punindo o empregador que paga menos à mulher que exerce a mesma função que homem?
Eva Blay – Punir é importante. Não se trata de lei, mas de acordar um princípio.

COMENTÁRIO




Aproveito o mote dessa entrevista para postar aqui uma música do famosíssimo compositor Noel Rosa que nas suas composições captava com clareza o cotidiano de sua época e daí inseriu em algumas de suas letras uma crítica social em tom sagaz , usando de sutileza e espirituosidade para falar sobre o direito da mulher ao trabalho e ao voto.
É que no tempo que ele compôs seu repertório (1929 a 1937 - data da sua morte) as mulheres pobres já trabalhavam na industria fabril como operárias, diga-se de passagem, em condições sub-humana.
Apesar de que, em 1919 o governo brasileiro ao ter enviado uma mulher para participar da Reunião do Conselho Feminino da OIT -  Organização Internacional do Trabalho, subscreveu o que foi aprovado ao final daquela reunião, ou seja, assumiu o compromisso de adotar o princípio de salário igual, indistintamente, direito esse que não conseguiu vingar - ao que se tenha conhecimento - pelo menos, aqui no Brasil, até hoje). Também, em 1934, as ativistas sufragistas haviam conquistado o direito ao voto, isso, depois de muita luta com as forças políticas e grande parte da sociedade civil extremamente conservadoras.

Além do mais, foi por aí, em 1936, dois anos depois de Getúlio Vargas promulgar por decreto nº 21.076 o novo código eleitoral que garantia às mulheres brasileira o direito ao voto que Noel lança a música abaixo cujo título é:

Você Vai Se Quiser
Autoria: Noel Rosa


Você vai se quiser
Pois a mulher
Não se deve obrigar
A trabalhar
Mas não vá dizer depois
Que você não tem vestido
E o jantar não dá pra dois.
Todo cargo masculino
Seja grande ou pequenino
Hoje em dia é pra mulher
E por causa dos palhaços
Ela esquece que tem braços
Nem trabalhar ela quer.
Os direitos são iguais
Mas, até nos tribunais
A mulher faz o que quer
Cada qual que cave o seu
Pois o homem já nasceu
Dando a costela a mulher!


A letra é um reflexo bem explícito do tempo em que foi feita. Demonstra bem, como numa sociedade machista causava muito temor aos homens essa evolução do papel da mulher como cidadã, mesmo que, ainda naqueletempo, fosse essa tentativa de cidadania bem restrita.
A idéia em vigor, na época seria: ser o trabalho "fora do lar", algo secundário na vida das mulheres. Isso porque, o papel de provedor era dos homens. No entanto, como bem demonstra a narrativa, existia uma ambiguidade dos tais provedores que eram contra a mulher ingressar no mercado de trabalho.
Acontece que nem sempre era possível para esses machistas de meia tijela cumprir com as despesas do orçamento doméstico e suprir com o essencial como se pode bem observar nos versos seguintes : "Mas não vá dizer depois / que você não tem vestido / e o jantar não dá pra dois(...)".
Então, a mulher que já contribuia exaustivamente com o orçamento doméstico lavando, passando cozinhando, costurando a roupa da família, cuidando da filharada e da casa, quando tinha que trabalhar fora pra complementar as despesas familiares que o companheiro não conseguia dar conta sozinho cumpria com uma Dupla Jornada Super-Exaustiva.
Mesmo assim, quando isso acontecia o homem continuava no bem-bom, ou seja, não passava a colaborar em nada nas tarefas dentro de casa. Com isso, era a mulher obrigada a cumprir com eessa dupla jornada inevitavelmente e ai dela se reclamasse, pois vinha logo a fatídica frase que é título dessa música aqui mostrada - "Você vai se quiser..." . O caso é que as condições laborativas da mulher que trabalhava fora de casa eram exaustivas demais, já que cumpriam com uma carga horária puxadíssima de 12 a mais horas por dia, e em situações as mais penosas que possamos imaginar.
Então, ao regressar a sua residência se elas não cumprisse com todas as tarefas de dona de casa que lhes eram atribuidas como ocupação feminina inata vinha de pronto as reclamações exigências e repreensões de tudo quanto era lado. Portanto, sem ninguém a seu favor, sem leis trabalhistas que a protegessem, e o pior de tudo, precisando complementar a renda familiar  pois os salários pagos as mulheres eram ninharias)  continuavam na mesma labuta do mesmo jeito de sempre - trabalhando ou não.
E o que era pior, sofriam por parte do cara metade - que dava ao luxo de se abster - numa boa -de qualquer tarefa doméstica - todo tipo de reclamação e críticas pelo trabalho fora do lar acusando-as de tomar o lugar do homem e ainda por cima deixar de cumprir com o sagrado dever de dona de casa perfeita / esposa dedicada e mãe devotada.
Podemos comprovar essa situação de subordinação dobrada da mão de obra da mulher no espaço privado, na medida que tinha outra atividade empregatícia fora no mulher reparando bem na mensagem categórica passada pela letra dessa música: "Todo cargo feminino / Seja grande ou pequenino / hoje em dia é pra mulher / E por causa dos palhaços / Ela esquece que tem braços / nem trabalhar ela quer(...)"
É muito fácil detectar que a música, na sua essência, refletia bem o que se passava no inconciente social - ou melhor dizendo - no imaginário coletivo brasileiro daquela época: era a mulher em todos os sentidos inferior aos homens.
E, nesse samba, Noel Rosa apresenta a ambivalência e as contradições próprias de seu tempo. Um período em movimento de mudança, mas pressionado por todas as forças do patriarcado e por um machismo exacerbado que penalizava as mulheres de todas as maneiras.
Daí, não podia ser diferente ver um compositor excelente passar uma mensagem claramente misógina - como era o pensamento da época - que mesmo trabalhando fora pra complementar a receita financeira doméstica ela não podia se omitir em  realizar também, as funções de "dona de casa" que lhe era peculiar. Porém, ao deixar seu legado musical, Noel deu panos às mangas para a possibilidade de outras leituras críticas não só pelas feministas do seu tempo como para qualquer pessoa que agora utilize-se da intersecção entre trabalho e relações de gênero.
Outrossim, o verso final aponta dois pensamentos comuns na época:
1º) - o impacto na sociedade com a saída da mulher do espaço privado para atuar produtivamente e  a luta das sufragistas ( como eram nomeadas as feministas que não só lutavam pelo direito da mulher votar, mas, também, conquistar direitos iguais no espaço públicos, ter acesso a educação, ao trabalho igual com salário igual e muito mais como fica implícito nos versos do compositor que demonstrava a revolta da maioria com as mudanças que se avizinhavam na medida certa dos direitos que iam sendo adquiridos a todo pulso: "Os direitos são iguais / Mas até nos tribunais / a mulher faz o que quer(...) ".
2º) Diante do contexto daquela época, não podemos deixar de ter em vista, o fato da mulher, naquele tempo, ser considerada inferior aos homens. Tanto é que, era comum defini-la como Sexo Frágil, Segundo Sexo e outros termos coincidentes. Na última estrofe, esse conceito sócio/cultural está bem explicitado como se pode ler no desabafo desesperado: (...)/ "Cada qual que cave o seu / Pois o homem já nasceu / Dando a costela a mulher".

segunda-feira, março 05, 2012

O BRASIL CONTINUA ENTRE OS LÍDERES EM ASSASSINATO DE MULHERES





"Quatorze países da América Latina - incluindo o BRASIL - e Caribe estão entre os 25 Estados com maior taxa de feminicídios, segundo um relatório da organização Small Arms Survey que aponta El Salvador como o país com mais homicídios de mulheres".

http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/images



É por isso que devemos estar atentas a tudo que na mídia passa uma imagem que destrate a mulher.

É por isso que esse blog faz críticas a certas letras da MPB que contribuam para elevar essa estatística.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Perfil de Eleonora Menicucci de Oliveira, nova ministra

dilma_leo_jan2012_300(Agência Patrícia Galvão) Eleonora Menicucci de Oliveira, nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, cultiva a imagem de pesquisadora feminista com visão política independente, uma vez que é filiada ao Partido dos Trabalhadores, mas não participa do dia-a-dia do partido.

Mineira da cidade de Lavras, nascida em 21 de agosto de 1944, é divorciada e tem dois filhos - Maria, de 42 anos, e Gustavo, com 37 - e três netos, Stella, João e Gregório.
Na juventude, interessa-se pelo ideário socialista e inicia sua participação em organizações de esquerda após o golpe militar de 64. Passou quase três anos na cadeia em São Paulo, de 1971 a 1973.
Ao sair da prisão, reorganiza sua via em João Pessoa, na Paraíba, onde inicia sua carreira docente na Universidade Federal da Paraíba. É nesse período que a militância feminista e a paixão pela pesquisa sobre as condições de vida das mulheres brasileiras ganham relevo na sua trajetória acadêmica e política.
Eleonora Menicucci de Oliveira é feminista de primeira hora, da chamada "segunda onda do feminismo brasileiro", que acontece a partir de 1975.
Como pesquisadora e professora titular da Universidade Federal de São Paulo, publica regularmente artigos e estudos sobre temas críticos da condição das mulheres nos campos da saúde, violência e trabalho.



Breve curriculum da nova ministra
Eleonora Menicucci de Oliveira
Professora Titular em Saúde Coletiva no Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Atualmente é Pró-Reitora de Extensão da Unifesp.
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Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1974), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (1983), doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1990), pós-doutorado em Saúde e Trabalho das Mulheres pela Facultá de Medicina della Universitá Degli Studi Di Milano (1994/1995) e livre docência em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (1996).
Experiência acadêmica e docente nas áreas de Sociologia e Saúde Coletiva, com ênfase em Sociologia da Saúde, atuando principalmente nos seguintes campos de pesquisa: saúde e relações de gênero; violência de gênero e saúde; mulher trabalhadora e saúde; saúde reprodutiva e direitos sexuais.
Sua trajetória acadêmica é marcada por participações em conselhos e comissões e por consultorias em políticas públicas e direitos das mulheres.
Atividades relevantes na sociedade civil
2006 a 2011 – Membro do Grupo de Trabalho de Gênero da Abrasco (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva), criado em 1995 com a finalidade de contribuir com o ensino e a produção do conhecimento sobre os impactos das desigualdades sociais entre homens e mulheres na saúde.
2008 até o momento – Membro do Grupo de Estudos sobre Aborto (GEA), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
2003 a 2007 – Assessora especial da Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
2002 a 2004 – Relatora para os Direitos à Saúde Sexual e Reprodutiva da Plataforma Dhesca Brasil. A Plataforma Dhesca surgiu como um capítulo da Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento (PIDHDD), que se articula desde os anos 1990 para promover a troca de experiências e a soma de esforços na luta pela implementação dos direitos humanos.
1998 – Cofundadora e coordenadora da Casa de Saúde da Mulher Domingos Delascio da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que atende mulheres vítimas de violência sexual.
1990 a 1994 – Membro do Conselho Nacional de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde (SUS), representando a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos.
1990 a 1994 – Membro da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (CISMU) vinculada ao Conselho Nacional de Saúde, para formulação, monitoramento e controle das políticas públicas da saúde integral da mulher.
1991 – Cofundadora da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos e Sexuais.
1984 a 1986 – Membro e coordenadora do Grupo de Trabalho de Gênero da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais).
1983 – Membro do Grupo de trabalho que assessorou a Comissão Especialconvocada pelo Ministério da Saúde (MS) para a redação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM). O grupo foi constituído pela médica Ana Maria Costa, da equipe do MS; Maria da Graça Ohana, socióloga da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil (DINSAMI); Aníbal Faúndes e Osvaldo Grassioto, ginecologistas e professores do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), indicados pelo dr. José Aristodemo Pinotti, chefe daquele departamento.
Décadas de 1980 e 1990 – Assessora especial da Comissão Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
1983 – Membro da 1ª Secretaria Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores.

Participação no C
onselho Nacional dos Direitos da Mulher
1- Nas gestões de Ruth Escobar (1985/1986), Jacqueline Pitanguy (1986/1989) e Rosiska Darci de Oliveira (1995/1999), contribuiu como consultora técnica para as áreas de saúde integral da mulher e violência de gênero.
2- Na gestão Jacqueline Pitanguy (1986/1989), foi membro da 1ª Conferência da Saúde e Direitos da Mulher.
3- Na gestão de Nilcéa Freire (2004/2011), foi membro do Grupo Técnico de elaboração dos Editais para Pesquisas de Gênero, em conjunto com o CNPq.
Alguns artigos publicados
Ambiguidades e contradições no atendimento de mulheres que sofrem violência.Oliveira, E. M.; Amaral, L. V. C.; Vilella, Wilza Vieira; Lima, L. F. P.; Paquier, D. C.; Vieira, T. F.; Vieira, M. L. In Saúde e Sociedade (USP. Impresso), v. 20, p. 113-123, 2011.
Atendimento às mulheres vítimas de violência sexual: um estudo qualitativo, Oliveira, Eleonora Menicucci de; Barbosa, Rosana Machin ; Moura, Alexandre Aníbal Valverde M. de; von Kossel, Karen; Morelli, Karina; Botelho, Luciane Francisca Fernandes; Stoianov, Maristela. In Revista de Saúde Pública / Journal of Public Health, São Paulo, v. 39, n. 3, p. 376-382, 2005.
Reestruturação produtiva e saúde no setor metalúrgico: a percepção das trabalhadoras. Oliveira, E. M. In Sociedade e Estado, v. 21, p. 169-198, 2006.
Link para o currículo Lattes atualizado