quarta-feira, junho 28, 2017

Feminismo VóVlogueira com Maria Aurea Santa Cruz

O primeiro vídeo da avó mais cool do Brasil sai hoje as 20h! Nesse canal a gente vai falar sobre assuntos tabus de uma forma descontraída. O nosso objetivo é trazer essas discussões pro nosso dia a dia. Nesse primeiro vídeo vamos falar sobre Feminismo!
 Produção: Carolina Ferrari e Carol Lemos

domingo, junho 25, 2017

Crônica de Lima Barreto Sobre Feminicídio - Publicada em 1915

NÃO AS MATEM

Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida, é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio, quand même, sobre a mulher.
O caso não é único. Não há muito tempo, em dias de carnaval, um rapaz atirou sobre a ex-noiva, lá pelas bandas do Estácio, matando-se em seguida. A moça com a bala na espinha, veio morrer, dias após, entre sofrimentos atrozes.
Um outro, também, pelo carnaval, ali pelas bandas do ex-futuro Hotel Monumental, que substituiu com montões de pedras o vetusto Convento da Ajuda, alvejou a sua ex-noiva e matou-a.
Todos esses senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros.
Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer. Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos assassinos querem tudo que é de mais sagrado em outro ente, de pistola na mão.
O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, nem estabelecem a alternativa: a bolsa ou a vida. Eles, não; matam logo.
Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas adúlteras; agora temos os noivos que matam as ex-noivas.
De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de supor que, quem quer casar, deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a máxima liberdade, com a melhor boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como e então que se castigam as moças que confessam não sentir mais pelos namorados amor ou coisa equivalente?
Todas as considerações que se possam fazer, tendentes a convencer os homens de que eles não têm sobre as mulheres domínio outro que não aquele que venha da afeição, não devem ser desprezadas.
Esse obsoleto domínio à valentona, do homem sobre a mulher, é coisa tão horrorosa, que enche de indignação.
O esquecimento de que elas são, como todos nós, sujeitas, a influências várias que fazem flutuar as suas inclinações, as suas amizades, os seus gostos, os seus amores, é coisa tão estúpida, que, só entre selvagens deve ter existido.
Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a inanidade de generalizar a eternidade do amor.
Pode existir, existe, mas, excepcionalmente; e exigi-la nas leis ou a cano de revólver, é um absurdo tão grande como querer impedir que o sol varie a hora do seu nascimento.
Deixem as mulheres amar à vontade.
Não as matem, pelo amor de Deus!
Vida urbana, 27-1-1905
Autor será o homenageado da FLIP- Festa Literária de Paraty, nesse ano de 2017

quarta-feira, junho 14, 2017

ANÁLIA FRANCO - A EDUCADORA E SEU TEMPO




* Anália Franco é escolhida para Patrona da Feira do Livro de Resende.
- A professora e escritora Eliane de Christo lançou livro sobre a educadora, que nasceu em Resende em 1853.

A FLIR (Feira do Livro de Resende), que terá sua terceira edição em junho de 2017, anunciou o nome esperado para a patrona do evento.
Anália Franco, conhecida pelo seu trabalho na educação brasileira, será a grande homenageada da FLIR.
Nascida em 1856, na cidade de Resende, Rio de Janeiro, Anália Franco Bastos, mais conhecida como Anália Franco, após passar em um concurso da Câmara de SP, diploma-se como Normalista, aos 16 anos de idade, exercendo o cargo de professora primária. Já se notava como excelente literata, jornalista e poetisa, entretanto após a Lei do Ventre Livre, sua verdadeira vocação se exteriorizou.
Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no interior, a fim de socorrer criancinhas necessitadas. Anália aluga uma fazenda e inaugura a primeira “Casa Maternal”, atendendo a todas as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou apanhadas nas moitas e desvios dos caminhos. A fazendeira, vendo que a sua casa, se transformara num albergue de “negrinhos”, resolveu acabar com aquele “escândalo” em sua fazenda.
Sem muitos recursos, Anália aluga uma casa na cidade junto ao seu grupo, que ela chamava em seus escritos de “meus alunos sem mães”, anuncia que, ao lado da escola pública, havia um pequeno “abrigo” para as crianças desamparadas, o que enche a cidade de curiosos. Moça e magra, modesta e altiva, aquela impressionante figura de mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou- se um escândalo. Mas rugiu a seu favor um grupo de abolicionistas e republicanos, contra o grande grupo de católicos, escravocratas e monarquistas.
Em SP, entra para o grupo abolicionista e republicano, porém sua missão não era a política e sim, com as crianças desamparadas, levando-a a fundar uma revista própria – “Álbum das Meninas”, em abril de 1898. O advento dessa nova era encontrou Anália com dois grandes colégios gratuitos para meninas e meninos. Logo se une à vinte senhoras amigas, fundando o instituto educacional “Associação Feminina Beneficente e Instrutiva”.
A partir daí, criou muitas “Escolas Maternais” e “Escolas Elementares”, além do “Liceu Feminino”, com a finalidade de instruir e preparar professoras para suas escolas. Em 1903, passou a publicar “A Voz Maternal”, revista mensal com a apreciável tiragem de 6 mil exemplares, impressos em oficinas próprias.
Era romancista, escritora, teatróloga e poetisa. Escreveu uma infinidade de livretos para a educação das crianças e para escolas, os quais são dignos de serem adotados nas escolas públicas. Escreveu três romances: “A Égide Materna”, “A Filha do Artista”, e “A Filha Adotiva”, além de peças de teatro. Era espírita fervorosa, revelando sempre inusitado interesse pelas coisas atinentes à Doutrina Espírita.
Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, a “Chácara Paraíso”. Onde fundou a “Colônia Regeneradora D. Romualdo”, onde ficavam os garotos aptos para a lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de mulheres. Seu desencarne foi em 1919, quando ia ao Rio de Janeiro para fundar mais uma instituição, que posteriormente se concretizada por seu esposo, que ali fundou o “Asilo Anália Franco”.
A sementeira de Anália Franco consistiu em 1971, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 banda musical feminina, 1 orquestra, 1 grupo dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital.
ANÁLIA FRANCO NA FLIR



Na FLIR, Anália Franco será homenageada através de uma exposição na entrada do evento contando sua trajetória de vida e mostrando através de fotografias como era sua vida naquela época. Também estará a venda o livro Anália Franco a educadora e seu tempo, onde a Editora Comenius tem o prazer de oferecer aos leitores duas visões, duas pesquisas, duas autoras, num só livro, sobre uma só mulher.
As autoras são Eliane de Christo, jornalista e Psicanalista e Samantha Lodi, formada em Comunicação Social e doutora em Educação pela Unicamp. "Para nós, há uma urgência de darmos voz a figuras históricas que estiveram à frente de seu tempo e agiram para transformar o mundo. Num momento em que as pessoas se desiludem da ação, sentem-se impotentes diante de um contexto complexo e de problemas graves que atingem a sociedade, é bom nos inspirarmos em humanistas que se envolveram em grandes projetos.É o caso de Anália Franco.
Numa época em que mulheres não tinham nenhuma participação social no Brasil e ainda pouquíssimas conquistas no mundo - em que a maioria entre nós era analfabeta, sem direito a voto, sem direito ao trabalho remunerado; num contexto em que negros eram considerados “raça inferior”, primeiro escravos e depois, excluídos do projeto político de se fazer a nação brasileira; numa sociedade em que a religião hegemônica era o Catolicismo conservador – essa educadora brasileira atuou fortemente para que crianças e mulheres tivessem acesso à educação, independente de credo, de raça e de classe social. Ela buscou, com seu projeto, uma luta igualitária, de quem acreditava na liberdade e pôs em prática um projeto de resgate da dignidade dos mais excluídos." coloca as autoras.
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O quê: FLIR - Feira do Livro de Resende
Data: junho de 2017
Local: Parque de Exposições de Resende, Resende-RJ
Acesso: Gratuito
Look Mídia| www.lookmidia.com.br 
contato@lookmidia.com.br




quinta-feira, junho 08, 2017

MULHERES QUE SE RESSALTARAM NA HISTORIA MUNDIAL


São 500 biografias que a Plataforma Wikimina levantou sobre as mulheres que mudaram a historia  com seus inventos e e suas atuações. E mesmo assim, foram invisibilizadas - e na maioria das vezes, por um longo tempo.

Wikimina resgata 500 biografias de mulheres que mudaram o mundo

POR NATHALIA ZACCARO 
Por que é tão mais fácil citar nomes de homens lembrados por mudarem o mundo do que de mulheres? Tá na cara que o mundo não foi evoluiu só na base da testosterona. Porém, a falta de representatividade feminina em diversas áreas alimenta a ideia de que sim. Tal constatação motivou a galera do Flama, um estúdio de design de Brasília, a pesquisar e reunir 500 mulheres incríveis, do passado e do presente, cada uma delas representada por uma  pequena bolinha cor de rosa em um gráfico organizado em dois eixos: período histórico e área de atuação. Esse trabalho deu origem ao Wikimina, uma plataforma online lançada em abril com a ideia de dar visibilidade à essas muitas mulheres que são referência em diversas esferas, mas quase ninguém lembra que existiram tampouco de citá-las. “Foram três meses de pesquisas para levantar os nomes que incluímos no projeto”, conta Lucas Coelho, um dos fundadores do Flama.

Marianne Beth, advogada feminista do início do séculoImagem: Wikimedia Commons
Ada Lovelace - 1815 /1852 - Inglaterra      Imagem: Wikimedia Commons
71 horas foi o tempo que Valentina passou no espaço, dentro da da espaçonave Vostok VI. Em 1963, ela entrou para a história como a primeira cosmonauta a sair do planeta sozinha. Hoje, aos 80 anos,  ainda é uma figura pública ativa na cenário político russo.


Gray ajudou a dar forma ao modernismo na arquitetura e no design. Foi reconhecida internacionalmente por seu trabalho, feito inédito para uma mulher do início do século. Em 1929, projetou uma das casas mais famosas do século 20, a E1027, que influenciou grandemente a obra de Le Corbusier. Bissexual, aventureira e destemida, foi uma mulher inspiradora.

Série UNESCO: Grandes Mulheres da História Africana



Este livro sobre a Rainha Njinga Mbandi está imperdível e tem tudo a ver com o Brasil e Angola. 


Aqui tem o PDF em português para quem quiser baixar!
http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002309/230931POR.pdf

MULHERES ARTISTAS: ELAS ESTÃO NA LUTA: #FORA TEMER - #DIRETAS JÁ






E TEM MUITAS MAIS NESSA LUTA!!!!!!

Fonte: Faceboock de Ana Liési Thurler

sábado, abril 22, 2017

Carolina Maria de Jesus, favelada e negra é uma das grande escritora do nosso país

Carolina Maria de Jesus (1914-1977) nasceu em SacramentoMinas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Moradora da favela do Canindézona norte de São Paulo, ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos que encontrava no lixo. Ela é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil.
Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever. A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas.
Em 1937, sua mãe morreu e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família.
Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.
Carolina mudou-se para a capital paulista em 1947, num momento em que surgiam as primeiras favelas na cidade. Apesar do pouco estudo, tendo cursado apenas as séries iniciais do primário, ela reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da favela, um dos quais deu origem ao livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960. Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países.
Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.
O diário de Carolina Maria de Jesus foi publicado em agosto de 1960. Ela foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, em abril de 1958. Dantas cobria a abertura de um pequeno parque municipal. Imediatamente após a cerimônia, uma gangue de rua chegou e reivindicou a área, perseguindo as crianças. Dantas viu Carolina de pé na beira do local gritando "Saiam ou eu vou colocar vocês no meu livro!" Os intrusos partiram. Dantas perguntou o que ela queria dizer com aquilo. Ela se mostrou tímida no início, mas levou-o até o seu barraco e mostrou-lhe tudo. Ele pediu uma amostra pequena e correu para o jornal. A história de Carolina "eletrizou a cidade" e, em 1960, Quarto de Despejo, foi publicado.
A tiragem inicial de 10 mil exemplares se esgotou em uma semana (segundo a Wikipédia em inglês, foram trinta mil cópias vendidas nos primeiros três dias). Seu diário foi traduzido para treze idiomas e tornou-se um best-seller na América do Norte e na Europa. Mas não foram somente fama e publicidade que Carolina ganhou com a publicação de seu diário: despertou também o desprezo e a hostilidade de seus vizinhos, pois, em seu livro, Carolina fala das dificuldades e amarguras da vida na favela. "Você escreveu coisas ruins sobre mim, você fez pior do que eu fiz", gritou um vizinho bêbado. Chamavam-a de prostituta negra, que havia se tornado rica por escrever sobre a favela, mas que se recusava a compartilhar o dinheiro. Muitas pessoas jogavam pedras e penicos cheios nela e em seus filhos. A raiva dos vizinhos também teria sido motivada pela mudança de endereço de Carolina, para uma casa de tijolos nos subúrbios, o que foi possível com os ganhos iniciais da publicação. Vizinhos se juntaram ao redor do caminhão de mudança e não a deixavam partir.
A filha de Carolina, Vera Eunice, hoje professora, contou, em entrevista, que sua mãe aspirava a se tornar cantora e atriz.[1]
Carolina Maria de Jesus morreu em 1977 de insuficiência respiratória, aos 62 anos, pobre e esquecida.
Carolina jamais se resignou às condições impostas pela classe social a qual pertencia. Em uma vizinhança com alto nível de analfabetismo, saber escrever era uma conquista excepcional. Um dos temas abordados em seu diário foram as pessoas do seu entorno. A autora descrevia a si mesma como alguém muito diferente dos outros favelados, e afirmava “que detestava os demais negros da sua classe social”.[carece de fontes]
Ao ver muitas pessoas do seu círculo social sucumbirem às drogasálcool, prostituição, violência e roubo, Carolina lutou para se manter fiel à escrita, e aos filhos, a quem sustentava com latas de comida e roupa que encontrava no lixo, além de vender lixo reciclável. Parte do papel que recolhia era guardado para poder continuar escrevendo.
Escreveu e publicou alguns livros após Quarto de Despejo, porém sem muito sucesso. Seu auge e decadência como figura pública foram fugazes. Isso possivelmente ocorreu devido à sua personalidade forte, que a afastava de muita gente, além da drástica mudança no panorama político brasileiro, a partir do Golpe de Estado no Brasil em 1964, que marginalizaria qualquer manifestação popular.
Além disso, Carolina também escreveu poemascontos e diários breves, embora estes nunca tenham sido publicados. A edição de 1977 do Jornal do Brasil trazia, no obituário da autora, comentários sobre ela supostamente se culpar por não ter sabido aproveitar a sua breve fama, e afirmava que ela havia morrido pobre devido à sua teimosia. Sua história, contudo, continua relevante para a compreensão da condição de vida nas favelas brasileiras da época.
Seu livro foi amplamente lido, tanto na Europa ocidental capitalista e nos Estados Unidos, como nos países do bloco socialista, o chamado bloco oriental e Cuba.
Para o ocidente liberal, seu primeiro livro retratava um sistema cruel e corrupto reforçado durante séculos por ideais colonizadores presentes nas dinâmicas sociais da população, onde o Estado não atuava da maneira correta para reparar tais erros. Já para os leitores comunistas, suas histórias representavam perfeitamente como o Estado se mostrou falho ao longo dos anos no Brasil, colocando em xeque se o mesmo é capaz de organizar as relações sócio-econômicas presentes no dia a dia.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: Universidade Livre Feminista




sexta-feira, abril 21, 2017

Grupo promove empoderamento de mulheres por meio da literatura

Por: Maria Anna Leal do Portal FolhaPE 
Atuando pelas redes sociais, grupo de amigas conseguiu chamar atenção do público cuja participação tem superado as expectativas
No mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8), é importante lembrar da participação das mulheres em todos os ambientes, inclusive nos das artes. Na literatura, um grupo vem se destacando exatamente na leitura de autoras: “O Leia Mulheres”. Nesta semana o segmento de Recife tem um encontro marcado na quinta-feira (9), por volta das 19h30, discutindo a obra “O livro das semelhanças”, no edifício Texas, que fica na rua Rosário da Boa Vista, no bairro da Boa Vista.

O clube de leitura “Leia Mulheres”, que incentiva o debate sobre as escritoras e suas obras, vem crescendo e atraindo mais leitores para os encontros mensais. O projeto  começou com apenas três amigas e já possui cerca de 60 mulheres discutindo sobre literatura, feminismo e representatividade em e 20 estados e 40 cidades do país, dentre elas Recife.

Atuando pelas redes sociais, o grupo conseguiu chamar a atenção do público cuja participação tem superado as expectativas. “A receptividade tem sido ótima, os grupos de leitura têm sido mistos com presença de homens também”, afirmou Carolina Morais uma das mediadoras do Leia Mulheres Recife.

O foco nas mulheres nasceu quando as idealizadoras Juliana Gomes, Michelle Henriques e Juliana Leuenroth analisaram quantas escritoras eram lidas por ano em comparação aos autores “Começou com a análise de que mesmo nós, que lemos muito, não líamos muitas autoras, nem 50% dos livros lidos no ano eram de autoras”, contou Juliana Gomes.

Pensando em mudar o quadro, o grupo surgiu não só encorajando a leitura, mas também proporcionando debates e quebrando tabus sobre as escritoras e a mulher no mercado editorial. “A iniciativa não tem apenas um caráter literário, mas político. Somos feministas, sabemos o lugar secundário que as mulheres ocupam em muitos setores da sociedade, e isso não é diferente na literatura. Quantos livros de mulheres são lidos nas faculdades de letras, quantos mestrados e doutorados abordam o trabalho de mulheres? Nem precisamos reafirmar que é um total absurdo ainda convivermos com essa realidade, então vamos no caminho da ação, que é chamar as pessoas para ler e debater livros escritos por mulheres”, explicou Carolina Morais.

“Usamos pouco a palavra “feminino” por justamente não haver o termo ‘literatura masculina’. Hoje as mulheres ocupam posições importantes dentro do editorial mas ainda precisamos questionar o menor número de autoras publicadas bem como de mediadoras em eventos literários”, completa Michelle Henriques.

Os livros abordados pelo clube são escolhidos de diferentes formas, normalmente pelas redes sociais ou por votação ao final dos encontros. Os interessados em participar precisam conferir os horários e os locais dos encontros referentes à sua cidade pelas redes sociais, onde as integrantes do grupo estão postando atualizações diariamente.

É um projeto que promete não apenas desconstruir estereótipos, mas também criar uma nova realidade, gradativamente, onde as mulheres sejam mais lidas, representadas e respeitadas. “Então acho que nossa contribuição é essa: trazer a questão à baila por meio de uma ação que nos leve efetivamente a ler e debater livros escritos por mulheres”, explicou Carolina. “Algumas pessoas podem dizer: mas se fecham o grupo sobre o nicho “mulheres” não estão criando uma coisa excludente? Sim, estamos nos fechando, mas porque precisamos nos fortalecer. Se o mercado está preocupado apenas em vender e manter a roda girando, cabe a nós tentarmos mudar esse discurso e criar novos embates e discussões”, concluiu.
Fundadoras e mediadoras do Cclube: a primeira – Juliana Gomes, a segunda – Michelle Henriques e a terceira – Juliana LeuenrothFoto: Divulgação/Leia Mulheres


terça-feira, março 21, 2017

Quebrando Paradigmas - Empoderamento das Mulheres nas Relações de Gênero

Tchau modelos, olá mulheres poderosas:  o calendário Pirelli como você nunca viu.

Nada de modelos sensuais na edição do calendário 2016 da fabricante de pneus Pirelli. Pela primeira vez em 53 anos, a marca decidiu quebrar paradigmas.


São 13 mulheres de notáveis conquistas profissionais, sociais, culturais, esportivas e artísticas, escolhidas por suas carreiras inspiradoras, por suas realizações e que são exemplo de empoderamento.


A responsabilidade de retratar essa mudança no conceito do calendário ficou nas mãos da fotógrafa Annie Leibovitz.


“Eu queria que as imagens mostrassem as mulheres exatamente como elas são, sem nenhuma pretensão”, explicou a fotógrafa.


Confira o resultado das fotos.


Janeiro: Natalia Vodianova


Natalia é modelo, apresentadora e fundadora da Naked Heart Foundation, organização que apoia famílias que têm crianças com necessidades especiais na Rússia.


Ela entende bem esse universo, pois sua irmã Oksana tem autismo e paralisia cerebral.









Fevereiro: Kathleen Kennedy



Kathleen é produtora norte-americana de cinema e presidente da Lucasfilm. Com mais de 60 trabalhos realizados, tem 120 indicações ao Oscar. Entre as suas produções estão Star Wars, E.T. e a franquia Jurassic Park.

Março: Agnes Gund

Agnes é presidente emérita do Museu de Arte Moderna de Nova York e filantropa.


Desde 2011, ela integra o Conselho Nacional de Artes dos Estados Unidos à convite do presidente Barack Obama.


Na foto, Agnes está com sua neta Sadie.
Abril: Serena Williams

Serena Williams é considerada a terceira maior campeã da história do esporte e segundo Associação Feminina de Tênis, a melhor tenista do mundo.













Maio: Fran Lebowitz




Quando foi chamada para fazer parte da série de fotos do calendário, a escritora americana de 65 anos achou que fosse um trote.


Afinal, a marca Pirelli saiu totalmente do padrão de suas publicações.






Junho: Mellody Hobson



Mellody Hobinson de 46 anos, é presidente do grupo Ariel Investments e integra o conselho diretor dos estúdios Dreamworks.


Esta mulher inspirou inclusive a personagem Coutney Page da série The Good Wife, uma CEO poderosa e influente.









Julho: Ava DuVernay



Ava foi a primeira mulher negra a ganhar o prêmio de Melhor Diretora no Festival de Sundance com Middle of Nowhere, de 2012.


Ela também foi a primeira diretora negra a ser indicada para um Globo de Ouro e para o Oscar com o filme Selma.








Agosto: Tavi Gevinson

 

Tavi tem apenas 19 anos e já apareceu na lista da revista Forbes de personalidades mais influentes antes dos 30 anos em 2011 e 2012.

E a revista Time a considerou uma das 25 jovens mais influentes do mundo em 2014.

Toda essa notoriedade se deve pelo blog de moda e comportamento Style Rookie iniciado quando ela tinha apenas 12 anos. Hoje, o blog é uma revista sobre cultura pop e feminismo
Setembro: Shirin Neshat
A artista visual iraniana de 58 anos tem exibições que já rodaram o mundo. Os filmes e séries de fotos de Neshat problematizam a posição da mulher muçulmana.
Ela já recebeu prêmios por seu trabalho e foi jurada do 63° Festival de Cinema de Berlim, em 2013.











Outubro: Yoko Ono


Ainda hoje é possível que muitas pessoas não conheçam o trabalho artístico de Yoko Ono. Em 1971, John Lennon já afirmava que ela era uma “das mais famosas artistas desconhecidas do mundo”.
As obras de arte da artista plástica de 82 anos, são marcadas pela vanguarda e pelas provocações. Ela também é uma figura singular no mundo da música e nos movimentos feministas e de paz.










Novembro: Patti Smith



De acordo com a revista Rolling Stone, Patti Smith é uma das maiores cantoras, poetisas e compositoras norte-americanas e a 47° maior artista de todos os tempos.

A cantora de 68 anos é conhecida pelo ativismo político libertário, posicionando-se, por exemplo, contra a guerra do Iraque.

“Não faço ideia de como o público tradicional vai receber isso, mas acho que eles devem admirar essa mudança ousada. Vamos ver.”, disse Patti Smith em entrevista para a revista Vogue.




Dezembro: Amy Schumer



Amy Schumer é uma comediante norte-americana de 34 anos, que ganhou destaque com a série Inside Amy Schumer em que é protagonista, criadora e roteirista.


Na série, que é uma mistura de programa de enquetes e stand up, ela brinca com o papel da mulher na sociedade e os padrões de comportamento.


A comediante foi indicada em sete categorias do Emmy Awards em 2015 e ganhou o prêmio de Melhor Programa de Esquetes.


A primeira página



A atriz Yao Chen é a primeira chinesa a estampar a capa do calendário Pirelli, de acordo com o site People’s Daily. Ela foi escolhida pelo fato de usar sua influência para falar de assuntos importantes.


Yao é a primeira chinesa Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado da ONU para refugiados.

Mulheres incríveis

A proposta foi alcançada com êxito: mulheres incríveis, fortes e inspiradoras, que passam a mensagem de empoderamento, pois têm em destaque suas realizações em vez de seus corpos.
Um detalhe, porém, é que somente clientes importantes da Pirelli ou celebridades irão ganhar esse calendário de brinde.

O que você achou dessa edição do calendário Pirelli 2016? Compartilhe com os seus amigos.

Fonte: Awebic
 

Meninas vivenciando uma nova relação de gênero



Fonte: Facebook Ildeu Moreira