domingo, novembro 25, 2018

Casa de arte Yawanawá.

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Sonho idealizado pela líder espiritual e primeira mulher a desafiar e romper uma tradição que antes era apenas dos homens.

Essa casa significa um novo momento,
Um novo recomeço. De dentro de sua floresta, Hushahu Yawanawa poderá compartilhar cada vez mais seus estudos com a nova geração e com visitantes. Inspirando e nutrindo cada homem e mulher que com ela assim desejar aprender mais e ir mais fundo no estudo.

Mestra em várias artes, hoje reconheceremos a pintura. Hushahu pinta e cria, vê os kenes e da vida no papel, na roupa ou no corpo. Ela recebeu em visões depois de sua dieta os desenhos sagrados de seu povo, e devolveu esse saber que hoje é compartilhado por todos. Tanto na pintura corporal, como em desenhos ou tecendo nas missangas.

Amizades de grande afeto, convido vocês a conhecerem mais essa tradição e nos ajudar a contribuir o ara que esse sonho seja realizado. Precisamos alcançar a meta de 80 mil reais e contamos com tds voces para co realizarmos esse sonho. 

Por isso, apoie e compartilhe. “sonho que se sonha junto é realidade”.

Vamos apoiar o povo Yawanawá?

***

Art House Yawanawá.
Dream idealized by the spiritual leader and first woman to challenge and break a tradition that was once only of men.
This house means a new moment,
A new restart. From within its forest, hushahu will be able to share more and more her studies with the new generation and with visitors. Inspiring and nurturing every man and woman that with her so desires to learn more and go deeper in the study.
Master in several arts, today we will recognize the painting.

Hushahu paints and creates, sees kenes and life on paper, on clothing or on the body. She received in visions, after her diet, the sacred designs of her people, and she returned that knowledge that today is shared by all. As much in the corporal painting, as in drawings or weaving in the beads.
We invite you and your friends to learn more about this tradition. 

For this dream to be realized, we must reach the goal of 80 thousand reais. We count on your contribution to Co to realize this dream. So, support and share. For "dream that dreams together is reality".

Shall we support the Yawanawá people?
www.benfeitoria.com/casadearteyawanawa

Vem, gente! 🙏🏾🙌🏾

#yawanawa #casadearte #dream #art

Irmãs Mirabal - Símbolo Contra a Violência de Gênero

Hermanas Mirabal
"Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte".
Com esta frase, a ativista Minerva Mirabal, da República Dominicana, respondeu aos que a advertiram de que o regime do presidente Rafael Leónidas Trujillo (1930-1961) iria matá-la, no início da década de 1960.
O alerta se concretizou pouco depois. Em 25 de novembro de 1960, seu corpo foi encontrado no fundo de um barranco, no interior de um jipe, junto com os corpos de suas irmãs, Patria e Maria Teresa, e do motorista Rufino de la Cruz.
A promessa de Minerva parece ter sido cumprida: a morte das irmãs nas mãos da polícia secreta dominicana é considerada por muitos um dos principais fatores que levou ao fim do regime trujillista.
E os nomes das irmãs Mirabal se converteram em um símbolo mundial da luta da mulher.
A cada 25 de novembro, a força de Minerva, Patria e María Teresa se faz sentir. A data foi declarada pelas Nações Unidas como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às três irmãs.

A gota que encheu o copo

Conhecidas como "Las Mariposas" (as borboletas), essas mulheres nascidas em uma família rica da província dominicana de Salcedo (hoje chamada de Hermanas Mirabal) tinham formação universitária, maridos, filhos e cerca de uma década de ativismo político na época em que foram mortas.
Duas delas, Minerva e María Teresa, já haviam passado pela prisão em várias ocasiões. Uma quarta irmã, Bélgica Adela "Dedé" Mirabal, que morreu em 2014, tinha um papel menos ativo na oposição e conseguiu salvar-se.
"Elas tinham uma longa trajetória de conspiração e resistência, muitas pessoas as conheciam", explica para a BBC Mundo Luisa de Peña Díaz, diretora do Museu Memorial da Resistência Dominicana (MMRD).

quinta-feira, novembro 08, 2018

MULHERES TOMAM DIANTEIRA NAS ELEIÇÕES DOS ESTADOS UNIDOS

MUITO BOM ESSE TEXTO - NO FACEBOOK - DA JORNALISTA E PRODUTORA CULTURA BETH SALGUEIRO
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Foi emocionante a vitoria dos democratas ontem nos Estados Unidos. Eles conseguiram tomar dos republicanos as 23 cadeiras necessárias para ter maioria na Câmara, ainda que os republicanos tenham mantido o Senado.
Não compreendo muito como funciona o sistema eleitoral americano, mas sei que foi uma derrota para Trump, que agora vai encontrar pela frente uma oposição forte e que tem apoio de grande parte da população.
Seis dos eleitos me deixaram particularmente feliz:
1. Alexandria Ocasio-Cortez, de 29 anos e origem porto riquenha, que se tornou a congressista mais jovem da historia dos Estados Unidos. Alexandria é socialista e defende com orgulho suas raízes e o fato de ter vindo da classe trabalhadora.
2. Ilhan Omar e Rashida Tlaib, as duas primeiras muçulmanas eleitas para o Congresso. A primeira é refugiada somali e a segunda é filha de pais palestinos. Elas fizeram campanha de hijab, aquele lenço que as muçulmanas usam na cabeça.
3. Sharice Davids e Deborah Haaland, primeiras mulheres indígenas a chegarem ao Congresso. Advogada de minorias, Davis já foi lutadora de artes marciais e é lésbica declarada. Deb Haaland foi eleita representando os povos do Pueblo of Laguna, uma das maiores tribos americanas.
4. Jared Polis, um dos sete governadores democratas eleitos, é o primeiro homem abertamente homossexual a governar um estado americano, o Colorado, que há sete anos é comandado pelos republicanos.
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Ou seja, eles representam as minorias - refugiados, latinos, indígenas, árabes, gays e mais gays. Tudo o que Trump vem combatendo com fervor nesses dois anos na presidência.

Dá até uma esperança pra gente aqui, no lado de baixo do equador...

domingo, setembro 30, 2018

Morreu ângela Mari, a grande cantora da "Era do Rádio"

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Ângela Maria foi uma das cantora  Cantoras que surgiu na "Era do Rádio e que se tornou um enorme sucesso com sua voz inimitável durante décadas seguidas dos meados do século XX em diante.

sábado, setembro 08, 2018

Setembro: mês da Mulher Indígena


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As Mensageiras: Primeiras Escritoras do Brasil

Maria Firmina dos Reis, Nísia Floresta, Júlia Lopes de Almeida, Carmem Dolores, Emília Freitas, Amélia Bevilacqua... 
As precursoras das nossas letras vão ganhar a Câmara dos Deputados de 12 a 26 de setembro. 
A exposição "As Mensageiras: Primeiras Escritoras do Brasil" pretende resgatar a memória de vinte escritoras importantes para a nossa literatura e que, por muito tempo, foram silenciadas pela historiografia e pela crítica literária.

A curadoria da mostra é de Maria Amélia Elói.
Confira o catálogo da exposição no link 👉goo.gl/Af5Jku


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quarta-feira, agosto 22, 2018

VI E NÃO GOSTEI!!!!!!!

Semana passada, fui assistir a peça “Nossas Mulheres”, cujo título me despertara curiosidade, pois segundo divulgação na internet, só havia no elenco, apenas três (03) atores (masculinos).
Pensei, então, no porquê de tal título – Nossas Mulheres – com tratamento gramatical no pronome possessivo. Subtendia, no caso, que as pessoas mulheres intituladas seriam objeto de posse, ou seja, pertenceriam aos três personagens homens?
Minha curiosidade acresceu mais ainda, quando ao chegar ao teatro e ler o programa da peça, onde, ao informar sobre o espetáculo, lá estava escrito, entre outras coisas, que a (comédia) “ao contrário do que sugere o título, direciona o olhar do espectador para o comportamento das três personagens masculinas” (aqui cabe um adendo: faltou incluir no texto, o olhar “do Público” espectador, porquanto, no dia em que fui assistir, a plateia era, predominantemente, mulheres e, a maioria delas, idosas).
Em outra página do programa havia um destaque sobre AMIZADE – ÉTICA e FEMINICÍDIO denotando que “a peça trata desses três temas através do olhar e da narrativa masculina” (...) “de 3 velhos amigos” (...) “devido a um crime cometido por um deles”. O texto finaliza, dizendo esperar que, a peça “possa contribuir para discussões sobre o comportamento masculino na sociedade moderna, sobre o respeito às mulheres e sobre as liberdades individuais”.
Mas, aí, eu já estava cabreira com o uso do feminicídio expressado em tom de comédia. Porém, não tinha ideia do que viria pela frente até ter assistido, muito a contragosto, a peça e me questionando todo o tempo, se valia a pena ficar até o final.
Resumindo, o texto em minha opinião é um escracho, do início ao fim. É uma comédia de mau gosto que naturaliza no decorrer do enredo as várias formas de violência física, moral e psicológica à mulher, mesmo diante do final inesperado, que a meu ver, exalta o suposto assassino.  
E, apesar de ter como  intérpretes, três excelentes atores, experientes e talentosos, os quais, possuem o perfeito domínio cênico no palco, além de, serem dotados de um ótimo timing na encenação humorística, ao ponto de fazer a plateia rir às gargalhadas, de algo tão sério, como é o Feminicídio, em tudo por tudo, deixa muito a desejar. Basta ver o modo como o tema é tratado nesse espetáculo teatral. O texto é demasiadamente agressivo e, totalmente, inapropriado. Principalmente, se levarmos em conta o momento atual.  Estamos vivenciando  uma incidência enorme nos crimes de gênero, em que mulheres são assassinadas, não só no nosso país, mas no mundo inteiro. O feminicídio – tipo de violência que já está contida no Código Penal brasileiro – é considerado crime hediondo, quando se trata de assassinato praticado contra as mulheres, motivado pela condição de gênero e causado pelos sentimentos de desprezo, posse e ódio ao sexo feminino. E, também, quando tal crime envolve menosprezo e discriminação à mulher, causa primordial da violência doméstica e familiar. Esse crime, que tem atingindo proporções significativas da população feminina em todo o mundo, continua a ceifar a vida de tantas e tantas mulheres no Brasil. Tanto que, no ranking mundial de mortes de mulheres, nosso país está na quinta maior posição no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Logo, não entendo porque usar essa triste e nefanda ocorrência do Feminicídio, para fazer comédia, nem mesmo que seja como dizem no programa da peça, ser a melhor forma de “contribuir para a discussão sobre o comportamento masculino na sociedade moderna”,  (pelo que vi nada houve que levasse a essa contribuição), principalmente, no que se refere ao relacionamento  desses tipos de homens, com as companheiras na vida em comum e, muito menos, sobre o “respeito às mulheres”.  Para mim, o bate-papo que se dá entre amigos durante a encenação, não passou de um exercício perverso de linguagem misógina, o qual, só fez  ratificar a superioridade da palavra do homem, sempre quando se trata de hostilizar, menosprezar e depreciar a mulher que por  na peça ser uma figura invisível, não tem nem vez, nem voz. E tenho dito aqui, minhas impressões de desagrado total.

quinta-feira, agosto 16, 2018

Marie Curie é eleita a mulher mais influente da história


A lista feita pela BBC também inclui nomes como Rosa Parks, Jane Austen, Simone de Beauvoir e Madre Teresa de Calcutá - Por Rafael Battaglia em 10 ago 2018 


Bicampeã do Nobel

Marie Curie (1867-1934) foi uma das principais cientistas da sua época, responsável por descobertas notáveis e importantes até hoje. Nascida na Polônia, ela teve uma infância difícil. Sua família era pobre e, para bancar os estudos, revezava-se com a irmã: enquanto uma trabalhava, a outra ia para a faculdade.
Formada em física e matemática pela Universidade de Paris, Marie e seu marido, Pierre, receberam o Nobel de Física de 1903 ao lado de Henri Becquerel pela descoberta da radioatividade – e por cunharem e definirem o termo. Em 1911, ela foi laureada com o Nobel de Química após ter descoberto dois elementos, o rádio e o polônio. Com isso, entrou para a seleta lista de pessoas que conquistaram o “bicampeonato” na premiação – e foi a única a ganhar em áreas científicas diferentes.

terça-feira, agosto 14, 2018

sexta-feira, agosto 03, 2018

PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL, JÁ.

IMPERDÍVEL ESSE EVENTO QUE LUTA POR MENOS MULHERES MORTA E HUMILHADAS NA SUA DIGNIDADE DE PODER ESCOLHER
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Opinião é de Françoise Girard, presidente da International Women’s Health Coalition: "Sabendo que banir o aborto não fará com que ele desapareça, a criminalização acaba tendo como alvo as mulheres mais pobres e marginalizadas".
Françoise Girard é presidente da International Women’s Health Coalition (IWHC), ou, em português, Coalizão Internacional da Saúde da Mulher, uma organização não governamental fundada em 1984 com sede em Nova York. É, como o nome diz, uma instituição que se concentra em questões relacionadas aos direitos humanos, saúde e igualdade de mulheres e meninas.

quinta-feira, agosto 02, 2018

Festival de Cinema Nacional na Chapada dos Guimarães - TUDO SOBRE MULHERES

Muito cinema sobre o universo feminino, shows com Hendson Santana, Estela Cer, Fidel Fiori, Roda de Conversa, Roda de Samba com Deize Águena Moreira, Juliane Grisólia, peça de teatro Inhamor com Thereza Helena S N, apresentação de dança contemporânea com Oz Ferreira, Grupo de Siriri, Curso de Teoria de Séries com a maravilhosa Julia Leme Priolli. Serão cinco noites e quatro dias lindos! Que venha o Tudo Sobre Mulheres 2018!
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Já imaginou ir num festival com Cinema nacional, teatro, dança, roda de samba, shows e rodas de conversa
DE GRAÇA e bem pertinho de você? 
O Tudo Sobre Mulheres é o que você procura!
De 5 a 9 de Setembro, em Chapada dos Guimarães 
Vai rolar muita arte! 

DADI JANKI - Uma Mulher de Uma Mente Extraordinária!!!!

Namastê!
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Uma yoguini indiana, DADI JANKI, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas, como a "mente mais estável do mundo" porque, mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral.
Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.

Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranquila e sem pesos, ela respondeu:

“Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente".



sexta-feira, julho 27, 2018

MULHERES MARCAM PRESENÇA NO FESTIVAL DE GARANHUNS - PE - BRASIL

Uma das atrações de destaque no FIG- PE, é a Mesa de Glosas Mulheres de repente, idealizada pela poetisa Luna Vitrolira. “Como o ambiente da cantoria de viola, do improviso e das glosas, sempre foi majoritariamente ocupado por homens e muito machista, as mulheres não podiam cantar e declamar poesia na mesa de glosa. Foram pouquíssimas mulheres que subverteram essa ordem da época e conseguiram exercer a atividade artística-poética pelo Sertão”, explica Luna. “A ideia é justamente trazer essa força da voz poética feminina na contemporaneidade, nesse exercício da glosa, que durante tanto tempo foi negado. Coloco esse projeto em todo o lugar que posso e essa será a primeira vez no FIG. Todo mundo está comentando e querendo somar com a gente”, comemora. Luna vai coordenar a mesa e pautar temas voltados para questões feministas. Além dela, Mulheres de repente vai contar com Dayanne Rocha, Elenilda Amaral, Erivoneide Amaral e Francisca Araújo, que foi a primeira mulher negra a integrar uma mesa de glosas. Na ocasião, Luna Vitrolira também vai lançar o seu livro Aquenda - o amor às vezes é isso.










sábado, julho 07, 2018

Conheça as principais escritoras participantes da Flip 2018

Fonte : 03.07.2018 Gabriela Mattos
https://blog.estantevirtual.com.br/2018/07/03/conheca-as-escritoras-participantes-da-flip-2018/

Assim como em 2017, evento literário deste ano reúne mais mulheres do que homens na programação. Veja quem são as autoras!

Pelo segundo ano seguido, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2018) será das mulheres. Programação do evento, que homenageia a poeta Hilda Hilst e será realizado entre os dias 25 e 29 de julho, reúne 17 escritoras e 16 homens. Por isso, preparamos uma seleção para você conhecer as principais autoras participantes do festival. Lista inclui brasileiras, como Djamila Ribeiro e Laura Erber, e estrangeiras, como Isabela Figueiredo e Liudimila Petruchévskaia. Ficou curioso? Veja a lista completa!

Djamila Ribeiro

Quem tem medo do feminismo negro, Djamila RibeiroAutora de Quem tem medo do feminismo negro?, lançado neste ano, Djamila Ribeiro nasceu no dia 1 de agosto de 1980, em Santos, litoral paulista. Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo, concluiu o mestrado em Filosofia Política na mesma instituição em 2015, onde continua atuando como pesquisadora. Os trabalhos da autora giram em torno de temas como feminismo, raça e gênero. Em 2017, ela lançou o livro O que é lugar de fala?.


Isabela Figueiredo

A gorda, Isabela FigueiredoJornalista, escritora e professora, Isabela Figueiredo nasceu em Maputo, capital de Moçambique, em 1963. Naquela época, a cidade ainda se chamava Lourenço Marques. No entanto, ela se mudou para Portugal 12 anos depois. Em 1983, ela publicou seus primeiros textos, no caderno DN Jovem do jornal Diário de Notícias.  Seu primeiro livro, Conto É Como Quem Diz, de 1988, recebeu o Prêmio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias no mesmo ano. Lançou mais dois livros, Caderno de Memórias Coloniais, em 2009, e o romance A Gorda, de 2016.


Laura Erber

Laura Erber, A retornadaNascida no Rio de Janeiro, em 1979, Laura Erber se formou em Letras e fez doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). Além de escritora, ela é professora e artista visual. Publicou seu primeiro livro, em 2002, sob o título Insones. Já a obra Os corpos e os dias foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria poesia, em 2008. Como artista visual, Laura exibiu suas obras em diferentes museus do mundo. Seu livro mais recente é A retornada, de 2017.

Liudmila Petruchévskaia

Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, Liudmila PetruchévskaiaUm dos principais nomes da literatura contemporânea russa, Liudmila Petruchévskaia nasceu em 26 de maio de 1938, na União Soviética. Escritora, romancista e dramaturga, começou sua carreira escrevendo peças de teatro, que em seguida viriam a ser censuradas pelo governo soviético. Ela estudou Jornalismo na Universidade Estatal de Moscou e publicou seu primeiro livro, Immortal Love, em 1987. No entanto, os trabalhos da autora foram censurados até o fim dos anos noventa. Em 2018, veio ao Brasil para lançar a versão em português de Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, original de 2009.

Maria Teresa Horta

Poemas do Brasil, de Maria Teresa HortaMaria Teresa Horta nasceu em Lisboa, Portugal, em 20 de maio de 1937. A escritora cresceu em uma família tradicional e se formou em Letras pela Universidade de Lisboa. Ela lançou o livro de poemas Espelho inicial, seu primeiro trabalho, em 1960. Fez parte do grupo Poesia 61, originado a partir de uma revista de mesmo nome. Na sua lista de obras há ainda o livro Poemas do Brasil.



Jocy de Oliveira

Jocy de Oliveira, Diálogo com cartasCompositora, escritora e pianista, Jocy de Oliveira estudou piano com José Kliass, em São Paulo, e Marguerite Long, em Paris. Ela nasceu em Curitiba, em 11 de abril de 1936. É sucessora do maestro Eleazar de Carvalho, com quem foi casada, na cadeira nº 32, na Academia Brasileira de Música. Uma de suas obras, Diálogo com cartas reúne 112 cartas recebidas ao 



Selva Almada

Garotas mortas, Selva Almada
A argentina Selva Almada nasceu na província Entre Ríos, em 5 de abril de 1973, e é considerada uma das grandes revelações da literatura latino-americana. Formada em Comunicação Social e Literatura, seus primeiros textos foram publicados na revista Análisis. Ela dirigiu um projeto literário chamado CAelum Blue e lançou o primeiro livro, Mal de Muñecas, em 2003. No Brasil, a jornalista já publicou os livros O vento que arrasa, em 2012, e Garotas mortas, em 2018.





Leila Slimani

Canção de ninar, Leila Slimani
Leila Slimani é uma das principais autoras contemporâneas. Ela nasceu em Rabat, no Marrocos, no dia 3 de outubro de 1981. Além de escritora, ela é jornalista e participa pela primeira vez da Flip neste ano. Em 2016, Leila conquistou o Prêmio Goncourt pelo romance Chanson douce, publicado no Brasil com o título Canção de Ninar.




Eliane Robert Moraes

Perversos, amantes e outros trágicos, Eliane Robert MoraesProfessora de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP), Eliane Robert Moraes nasceu em São Paulo, em 1951. Ensaísta, ela cruza literatura e filosofia em suas obras. Como professora visitante, Eliane passou por universidades da França, Estados Unidos e Portugal. Além de escritora, é especialista em Marquês de Sade e literatura libertina do século XVIII, Georges Bataille e surrealismo francês. Entre seus livros estão Perversos, amantes e outros trágicos (2013) e Antologia da poesia erótica brasileira (2015).

quinta-feira, junho 14, 2018

ABORTO LEGAL APROVADO NA ARGENTINA

DEPOIS DE ONTEM, DIA 12/06/2018, QUANDO AS MULHERES ARGENTINAS  SAÍRAM ÀS RUAS  - DE VERDE - PRA PEDIR A APROVAÇÃO DO ABORTO LEGAL, CONSEGUIRAM POR FIM,  A VITORIA DA LEGALIZAÇÃO.

terça-feira, maio 29, 2018

O"SIM" da Irlanda ao direito ao aborto

Foto: AFP/GETTY IMAGES
Em Dublin, mulheres seguram faixa com dizeres "votar pela escolha" e comemoram o resultado do referendo.
Com o Referendo realizado na Irlanda no dia 26/05/2018, o aborto é legal e descriminalizado com  66, 4% dos votos.
É, realmente, uma grande decisão, principalmente em um pais com fortes influências da Igreja Católica, com as leis contra o aborto dentre as mais rígidas do mundo chegar a vitoria  após o resultado  da apuração da eleição nesse último sábado, dia 26/05/18.
Declarou Varadkar - Primeiro Ministro da Irlanda à rede pública RTE: "As pessoas decidiram que queremos uma constituição moderna para um país moderno, que confiamos nas mulheres e que as respeitamos o suficiente para tomar a decisão certa sobre a sua saúde. O que vemos é o ponto culminante de uma revolução silenciosa que vem ocorrendo na Irlanda nas últimas duas décadas".
O Aborto, não era permitido ser praticado nem em casos de estupro ou má formação, somente quando o feto acarretava riscos à saúde da gestante. As alterações se fazem mais do que necessários, pois na Europa,  alem da Irlanda que muda agora legaliza, somente Irlanda, Malta e Polônia  ainda proíbem o aborto. 
Esperamos que o Brasil não esmoreça na sua luta e possa em breve também vir a comemorar essa vitória para as mulheres que morrem e sofrem humilhação e perseguição  de toda espécie por conta de uma legislação caduca e descabida


quarta-feira, maio 16, 2018

Em Cannes - 2018 - 82 Mulheres Exigiram Igualdade Salarial no tapete vermelho

Resultado de imagem para Cannes 2018 mulheres no tapete vermelho
O número 82 corresponde  à quantidade de mulheres que já competiram  nas 71 edições  acontecidas até esse ano no  mais famoso Festival europeu que acontece todo ano na França. Já a quantidade de homens que disputaram  o mesmíssimo prêmio foi de 1.600 

quarta-feira, maio 09, 2018

Festival de Cannes 2018 - Mulheres Negras estarão lá PROTESTANDO

Atriz Aïssa Maïga - uma das autoras do livro 

Atrizes francesas negras, escreveram um livro manifesto, Noire n’est pas mon métier (“Negra não é a minha profissão”, em tradução livre). Elas denunciam o preconceito existente na indústria cinematográfica da França que - segundo afirmam -  sempre tem menor remuneração, menos propostas de emprego, além do que, suas personagens são secundárias e  só lhes oferecem para atuar apenas  em papéis secundários ocupados por camadas menos favorecidas social e financeiramente como nos serviços domésticos e outras funções similares ao contrário das mulheres brancas, suas colegas de profissão. 
O 71º Festival de Cannes  ainda vai acontecer e já de agora, as dezesseis  atrizes signatárias do livro-manifesto confirmaram a presença delas no tapete vermelho de Cannes com a intenção de denunciar publicamente  sua causa por igualdade  e o fim da discriminação e desqualificação identitária  que  lhes são impostas pela indústria do audiovisual local.
Os vários  depoimentos  feitos por elas denunciam as diversas formas de racismo no cotidiano da profissão. A atriz Nadège Beausson-Diagne , por exemplo, rechaça frases recorrentes como "Felizmente você tem traços finos", "Você fala africano?", ou "Você não é clara o suficiente para interpretar uma mestiça". 
Outra das 16 autoras do livro, Aïssa Maïga (veja foto acima) diz em veemente depoimento:  "Nossa presença nos filmes franceses se deve frequentemente à necessidade inevitável ou anedótica de ter um personagem negro". 
Vamos, portanto, aguardar essa contudente investida de denúncia -  mais do que necessária - no próximo Festival de Cannes. 

quarta-feira, abril 18, 2018

Faleceu Dona Ivone Lara. ( 16/04/2018) A MPB está muito mais triste


O texto abaixo, que transcrevo em homenagem a essa grande artista da Música Popular Brasileira, que faleceu no dia na noite de segunda-feira  do dia 16 de abriu de 2018,  aos 97 anos, depois de três dias internada foi retirado do meu livro A musa sem máscara -  A imagem da mulher na música popular brasileira:

Dona Ivone Lara -  Filha de violonista. Começou na MPB como integrante do Bloco dos Africanos  e do Rancho Flor de Abacate. Aos seis anos ficou ficou órfã do pai e da mãe e foi internada em um colégio, onde permaneceu até os dezesseis anos. Lá aprendeu música com as professoras Lucília Guimarães Villa Lobos e Zaíra Oliveira, mulher do compositor Donga. Participou, na Rádio Tupy, do Orfeão dos Apinacás, regido por Heitor Villa Lobos. Saindo do colégio, aprendeu a tocar cavaquinho, com um tio que integrava um grupo de chorões. Começou a compor ainda menina, com doze anos. Sua primeira música foi Tiê-tiê, inspirada em um pássaro que ganhou de presente. A partir de 1945, quando começou a frequentar a Escola de Samba Prazeres de Serrinha, compôs muitos sambas que eram mostrados como se fossem dos primos também compositores, Mestre Fuleiro e Hélio. O preconceito vigente não permitia à mulher ser sambista. Mesmo assim, em 1947.  já casada com o filho do presidente da Escola, fez um samba com o título Nasci para sofrer, com o qual a agremiação desfilou no carnaval. Tornou-se assim, a primeira mulher a compor samba enredo, derrubando mais um tabu contra o sexo feminino. Obteve outra vitória na sua carreira de compositora, em 1965,  na comemoração do do quarto centenário do Rio de Janeiro; a Império Serrano ( Escola para onde havia se transferido desde o desaparecimento da Prazeres da Serrinha) escolheu sua música Os cinco bailes tradicionais da história do Rio - feita em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau - para ser o samba enredo daquele carnaval. Apesar de todos os seus dotes de compositora, cantora e exímia instrumentista, só em 1978, com 56 anos de idade, veio a  a ser reconhecida fora dos limites das quadras de samba. Seus maiores sucessos dessa nova fase foram os sambas Sonho meu e Alguém me avisou.  Este último com toques autobiográfico, como se pode ver na letra transcrita abaixo:

Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há
Forma me chamar
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho 
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
Sempre fui obediente
Mas não pude resistir
Foi numa roda de samba
Que juntei-me aos bambas
Pra me distrair
Quando eu voltar na Bahia
Terei muito que contar
Ó padrinho não se zangue
Que eu nasci no samba
E não posso parar
Foram me chamar

Eu estou aqui, o que é que há.